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Agência dos EUA confirma início do fenômeno El Niño

NOAA confirma início de El Niño, com pico entre nov/2026 e fev/2027; 63% de chance de aquecimento acima de dois graus, impactando chuvas no Brasil

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  • A NOAA observou condições compatíveis com El Niño na primeira semana de junho, com aquecimento nas áreas tropicais do Pacífico.
  • A previsão é de que o El Niño perdure até o fim do inverno no hemisfério norte, em fevereiro de 2027.
  • Na primeira semana de julho, as medições mostraram 0,7 grau Celsius acima da média histórica.
  • A probabilidade de aquecimento acima de dois graus Celsius é de 63%, indicando um El Niño bastante intenso entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.
  • No Brasil, espera-se chuvas mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste, com concentração maior no Sul, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O NOAA, agência de oceanos e clima dos EUA, confirmou condições compatíveis com El Niño na primeira semana de junho. A previsão é de continuidade até o fim do inverno boreal, em fevereiro de 2027.

A observação abrange a faixa tropical do Pacífico, onde o aquecimento é o principal indicativo do fenômeno. A agência reforça que o quadro depende de medições contínuas na região.

Na primeira semana de julho, as medições indicaram média de 0,7°C acima da histórica, superando o limiar de 0,5°C para caracterizar El Niño.

Projeção de intensidade e duração

A NOAA aponta 63% de probabilidade de aquecimento acima de 2°C acima da média, sugerindo El Niño bastante intenso entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Impactos no Brasil

No Brasil, o evento tende a reduzir o período chuvoso e a intensidade nas regiões Norte e Nordeste, aumentando o risco de secas. Em contrapartida, a região Sul pode receber chuva concentrada, sobretudo Santa Catarina e Rio Grande do Sul, como ocorreu em 2024.

Análise técnica

O professor Ricardo de Camargo, da USP, alerta que não é possível afirmar de forma simples mudanças na frequência ou intensidade dos eventos. Ele destaca a variabilidade climática natural e que o aquecimento oceânico pode elevar médias globais.

Ele ressalta que os critérios do NOAA são embasados em pesquisas atuais e em dados de rede ampla, com observações atmosféricas, de superfície e bóias de profundidade.

Dados e próximos passos

O pesquisador aponta que a confiança depende da continuidade da rede de bóias, hoje fortemente associada aos EUA, com riscos de queda na qualidade dos dados se houver cortes de instrumentação.

A próxima avaliação oficial do NOAA sobre o El Niño está prevista para 9 de julho.

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