- A baleia-jubarte Timmy, que encalhou na Alemanha, foi encontrada morta na Dinamarca, na ilha de Anholt, em meados de maio.
- A empresa Daka Denmark vai processar os restos: gordura vira biodiesel, água é devolvida ao mar e ossos/pele/tendões viram farinha para biomassa usada em cimento.
- A necropsia confirmou que Timmy era fêmea; a causa da morte permanece desconhecida.
- Partes da carcaça foram removidas da praia, transportadas e alguns ossos devem ficar para o Museu de História Natural de Copenhague.
- A história ganhou repercussão internacional após encalhes sucessivos na costa alemã e uma operação de resgate polêmica, financiada por empresários, cuja condução gerou críticas de especialistas. O rastreador da baleia indicou a localização após a soltura.
A baleia-jubarte Timmy, que encalhou na Alemanha e foi encontrada morta na Dinamarca, ganhará um desfecho inédito: seus restos serão convertidos em energia, com a gordura virando biodiesel e o restante em biomassa. A descoberta ocorreu na metade de maio, nas proximidades da ilha de Anholt, na Dinamarca, após uma operação de resgate controversa no Báltico que tentou salvar o animal.
A necropsia, concluída na semana passada, identificou Timmy como fêmea. A causa da morte permanece desconhecida. O animal estava em decomposição havia mais de um mês quando o corpo foi levado para análise. Os restos foram transportados entre sexta (5) e segunda (8) para o destino final.
Na fábrica da Daka Denmark, em Randers, a baleia será processada. A água será limpa e devolvida ao mar; toda a gordura será transformada em biodiesel. Ossos, tendões e pele virarão uma farinha, destinada à biomassa para uso em uma fábrica de cimento. Alguns ossos seguem para o Museu de História Natural de Copenhague.
Contexto dos encalhes
A história de Timmy ganhou repercussão internacional após encalhes repetidos na costa alemã do Mar Báltico e uma tentativa de resgate que dividiu opiniões. Em março, a baleia encalhou inicialmente em Timmendorfer, Schleswig-Holstein. Depois, voltou a encalhar na Baía de Wismar, com deterioração de saúde.
A depender de financiamento privado, a operação de resgate envolveu empresários, incluindo Walter Gunz, cofundador da MediaMarkt. Críticos argumentaram que a ação ocorreu sob pressão pública e sem avaliação científica adequada. Mesmo com a soltura em alto-mar anunciada como sucesso, surgiram dúvidas sobre rastreamento e condições da baleia.
Relatos posteriores trouxeram críticas da equipe envolvida. A veterinária Kirsten Tönnies alegou a agressividade do procedimento de retirada da baleia da balsa e alegou impedimento de acompanhar a manobra. A ausência de informações claras sobre o paradeiro de Timmy após a soltura também gerou incertezas.
Segundo autoridades, dados do rastreador instalado na baleia foram coletados e analisados, com divulgação pública prometida assim que as conclusões estivessem disponíveis.
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