- Um casal de ambientalistas austríacos percorreu 2,6 mil quilômetros de parapente com 36 íbis-eremitas-do-norte para ensiná-los a migrar até a Espanha.
- A cena foi registrada pelo fotógrafo Gunnar Hartmann e venceu o concurso Scientist at Work de 2026, promovido pela revista Nature.
- Os filhotes nasceram em abril de 2024, na Áustria, e passaram por três meses de treinamento na Baviera para aprender a acompanhar uma aeronave ultraleve.
- A expedição ocorreu entre agosto e outubro, terminou na Andaluzia e os pássaros ficaram em viveiro para adaptação antes da soltura; a expectativa é que migrem sozinhos a partir do terceiro ano.
- A mudança climática que enfraqueceu a rota tradicional pela Itália levou a equipe a conduzir os animais pela Espanha; em 2025 ventos e chuva atrasaram a jornada e houve feridos após colisões com uma linha de transmissão. Em 2026, 32 novos filhotes nasceram e iniciarão o treinamento em julho.
Um casal de ambientalistas lidera o Waldrappteam e reuniu mais de 2,6 mil quilômetros em parapente para ensinar aves ameaçadas a migrar até a Espanha. A ação ocorreu entre agosto e outubro, na Andaluzia, com registro do fotógrafo Gunnar Hartmann. A iniciativa venceu o Scientist at Work 2026.
A espécie envolvida é o íbis-eremita-do-norte, uma das mais raras da Europa, que perdeu o hábito migratório natural há séculos. Os filhotes, nascidos em abril de 2024 na Áustria, receberam treinamento ao longo de três meses na Baviera para seguir uma aeronave ultraleve.
As aves passam a reconhecer os cuidadores como figuras parentais, garantindo cooperação durante os deslocamentos. No percurso final, 36 filhotes acompanharam a equipe sobrevoando campos da Andaluzia, marcando etapa decisiva da jornada de 50 dias.
Detalhes do projeto
A expedição mostrou que mudanças climáticas enfraqueceram as correntes térmicas que viabilizavam a travessia dos Alpes Austríacos, levando os pesquisadores a conduzir as aves até a Espanha. A Meta é que, aos três anos, as aves retornem sozinhas às áreas de reprodução.
Ao chegar a um novo ambiente, as aves ficam temporariamente em viveiro para adaptação. A expectativa é que as futuras gerações assumam, aos poucos, a liderança de migrações, criando uma nova rota migratória independente.
Em 2025, ventos e chuva interromperam parte do trajeto até a Andaluzia e algumas aves sofreram colisões com linhas de transmissão de energia. Este ano, 32 filhotes nasceram e iniciarão o treinamento com aeronaves ultraleves em julho, ampliando a população na Europa.
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