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Cientista da vacina da Covid é acusado de contrabando de material biológico

Após contribuir para a vacina da COVID-19, Dr. Vincent Munster é acusado de contrabandear frascos com mpox para os EUA; pena pode chegar a cinco anos

Pesquisador de foi acusado de conspiração para contrabandear frascos contendo mpox inativado para os EUA. Foto: Taba Benedicto/ Estadão
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  • Os investigadores federais dos EUA acusaram o pesquisador Dr. Vincent Munster e o assistente Claude Kwe de conspiração para contrabandear frascos com mpox inativado e outros materiais biológicos para os Estados Unidos em janeiro.
  • A denúncia afirma que, no aeroporto de Detroit, eles viajavam com uma caixa declarada como materiais de diagnóstico, mas continha mais de 100 frascos; até o momento, 20 frascos foram testados, 17 contendo mpox inativado.
  • Munster é chefe da seção de ecologia viral do Rocky Mountain Laboratories, ligado aos Institutos Nacionais de Saúde, em Montana, e já foi reconhecido por contribuir para o desenvolvimento da vacina contra a covid-19.
  • A caso ganhou notoriedade nas redes sociais por ligações entre a influenciadora Laura Loomer e o grupo White Coat Waste Project, que acusam o laboratório de violar leis e de promover riscos à biossegurança; promotores, porém, não apontam conspiração política.
  • Munster e o assistente compareceram a uma audiência em Missoula, tiveram os passaportes entregues e foram liberados sob fiança; a promotoria deve levar o caso a um júri popular com possível indiciamento até o próximo mês, com pena máxima de até cinco anos.

O pesquisador holandês Dr. Vincent Munster, reconhecido por contribuir com o desenvolvimento da vacina contra a COVID-19, é alvo de investigação federal nos EUA por suposto contrabando de material biológico. A denúncia aponta envio de frascos com mpox inativado e outros itens para os Estados Unidos em janeiro, via aeroporto em Detroit, Michigan.

Munster atua como chefe da seção de ecologia viral no Rocky Mountain Laboratories, ligado aos NIH, em Montana. O assistente de pesquisa Claude Kwe, natural de Camarões, que acompanhava o cientista, também foi indiciado.

Poucas semanas após a denúncia, a dupla foi detida pela alfândega ao retornar de viagem. Segundo promotores do Distrito Leste de Michigan, a operação envolveu uma caixa declarada como material de diagnóstico, mas que continha mais de 100 frascos de materiais biológicos.

A acusação afirma que 17 frascos continham mpox inativado, e outros itens incluíam vírus da varicela. O mpox inativado não é infeccioso, porém exige declaração e certificação conforme normas federais. O FBI divulgou que as identidades dos materiais não foram plenamente reveladas.

Os investigadores liberaram Munster e o assistente, com os passaportes retidos, após audiência no tribunal de Missoula e a aplicação de fiança. O Ministério Público planeja apresentar a acusação formal a um júri popular até o próximo mês.

Quase todos os detalhes do caso surgem enquanto políticos sectoriais discutem o episódio. Alguns membros afirmam que famílias de Montana merecem respostas e responsabilização, enquanto outros destacam a importância de apurar fatos sem precipitação.

O advogado de Munster afirmou que o caso pode soar mais grave do que é na prática, destacando que o objetivo era erradicar o mpox e que não houve finalidade terrorista. O NIH disse cooperar com as autoridades e reforçou medidas de biossegurança.

Denúncia e contexto

A denúncia descreve que materiais biológicos não declarados estavam presentes em uma viagem de janeiro. A promessa é apurar as informações contidas na investigação e determinar se houve violação de leis de biossegurança.

Implicações e próximos passos

Caso haja indiciamento, Munster e Kwe poderão responder a penas de até cinco anos de prisão, conforme a acusação. O governo deve apresentar novas etapas jurídicas e ampliar o escrutínio sobre o transporte de materiais biológicos.

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