- Desmatamento no Cerrado caiu 12,2% em maio, na comparação com maio de 2025.
- Desmatamento na Amazônia caiu 61,4% no mesmo período, a maior queda do mês.
- Nos últimos dez meses, o Cerrado registrou retração de 8,2%, e a Amazônia atingiu o menor valor histórico, com queda de 37,5%.
- Os dados foram divulgados pelo coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cláudio Aparecido Almeida.
- A divulgação ocorre pouco antes de o governo apresentar os números ao escritório americano de representação comercial (USTR) para evitar a aplicação de tarifas, conforme investigações da Seção 301.
O desmatamento no Cerrado e na Amazônia caiu em maio em relação a maio de 2025, segundo dados atualizados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter). As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (11).
No Cerrado, o desmatamento caiu 12,2% no mês. Na Amazônia, houve queda de 61,4%, a maior para maio tanto em percentuais quanto em valores absolutos. As informações foram apresentadas pelo INPE.
Nos últimos 10 meses, de agosto de 2025 a maio de 2026, o Cerrado registrou recuo de 8,2% em relação ao mesmo período anterior. A Amazônia teve a menor taxa dessa série histórica, com queda de 37,5%.
Dados e responsável pelo monitoramento
Cláudio Aparecido Almeida, coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do INPE, divulgou os números. Ele aponta que o resultado reforça a tendência de menor desmatamento no período.
Contexto internacional e medidas
Dias após a divulgação, o escritório americano de representação comercial (USTR) recomendou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros para itens como etanol e desmatamento. O governo federal afirma que apresentará os dados ao governo dos EUA para tentar evitar as tarifas.
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