- Pesquisadores da Universidade de Cambridge analisaram fósseis de cerca de 574 milhões de anos.
- A reprodução por clonagem era predominante entre os primeiros animais, o que teria retardado a evolução por milhões de anos.
- Cópias geneticamente idênticas e compartilhamento de recursos resultavam em pouca competição e menor pressão para mudanças evolutivas.
- Em ambientes mais instáveis, a reprodução sexuada passou a oferecer vantagem por produzir descendentes com maior diversidade genética.
- A transição para o sexo é apresentada como um motor para a explosão de formas de vida e para moldar a biodiversidade atual.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge apresentaram uma leitura sobre a origem da biodiversidade na Terra. O estudo sugere que o sexo foi um motor importante da evolução, não apenas da reprodução.
Os cientistas analisaram fósseis datados de cerca de 574 milhões de anos para entender como os primeiros animais se reproduziam. Observações indicam que a reprodução assexuada predominante retardou a diversificação.
Nessa etapa inicial, os organismos geravam cópias genéticas idênticas e compartilhavam recursos, o que reduzia competição e, consequentemente, as pressões evolutivas.
A situação mudou quando os ambientes ficaram mais instáveis, com marés, tempestades e variações de temperatura. O sexo passou a conferir vantagem por produzir descendentes variados.
Com a diversificação genética, as espécies ganharam maior capacidade de sobreviver a mudanças ambientais e de ocupar novos nichos ecológicos ao longo do tempo. Isso teria acelerado a evolução.
Segundo os autores, a transição para a reprodução sexuada impulsionou uma explosão de formas de vida, moldando a biodiversidade que observamos hoje.
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