- Neurogram, startup brasileira que usa IA para análise de dados neurológicos, se prepara para estrear nos EUA com contrato de uma clínica que atua em Washington, Nova York e Texas; lançamento público previsto para novembro.
- A empresa foi fundada em 2021 por Daniele De Mari, hoje com 26 anos, e já captou quase R$ 23 milhões em investimentos.
- Foram investidos US$ 1,4 milhão em uma rodada pré-seed com fundos do Vale do Silício e US$ 3 milhões em uma rodada seed com a Headline, no Brasil.
- A Neurogram atende mais de 30 clientes, entre eles o Hospital Albert Einstein, a Clínica Sinapse e o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, oferecendo plataforma de EEG automatizada com IA.
- A startup afirma ter processado 30 mil exames e reduzido em 60% o tempo médio de emissão de laudos de EEG.
A Neurogram, startup brasileira que aplica inteligência artificial à análise de dados neurológicos, se prepara para estrear nos Estados Unidos. A empresa, criada em 2021 pela neurocientista Daniele De Mari, captou quase R$ 23 milhões em investimentos desde a sua fundação. Em julho do ano passado, recebeu US$ 3 milhões em uma rodada seed da Headline, gestora liderada no Brasil por Romero Rodrigues, cofundador do Buscapé. O aporte se soma a US$ 1,4 milhão captados anteriormente em uma rodada pré-seed com investidores do Vale do Silício.
Agora com 26 anos, De Mari adianta que já fechou contrato com uma clínica que atua em múltiplos estados norte-americanos. A parceria prevê início de atividades em julho, com lançamento público previsto para novembro. A neurocientista participou do Web Summit Rio 2026, em que a Neurogram foi apresentada no painel sobre controle de dispositivos por meio do cérebro.
A Neurogram não trabalha com implantes cerebrais. A empresa foca em neurociência e inteligência artificial para diagnósticos a partir de eletroencefalogramas (EEG). Entre os clientes estão o Hospital Albert Einstein, a Clínica Sinapse e o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer. A plataforma da startup é compatível com qualquer aparelho de EEG, automatizando desde o atendimento inicial até o laudo médico.
Trajetória e impacto
Nascida em Londrina, no Paraná, De Mari relata motivação ao acompanhar a avó em busca de diagnóstico médico. Aos 10 anos, ela viu a demora no diagnóstico de câncer da família, o que a inspirou a desenvolver soluções tecnológicas para a saúde. Formada pelo Georgia Tech, a pesquisadora integrou um projeto de interface homem-máquina antes de fundar a Neurogram com o neurofisiologista Heitor Ettori.
A startup busca padronizar exames de EEG e reduzir gargalos operacionais. A plataforma permite a automatização de todo o fluxo de exames e laudos, com a inteligência artificial identificando padrões não perceptíveis a olho nu. Segundo a empresa, já foram processados 30 mil exames, com queda de 60% no tempo de emissão de laudos.
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