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Nova tecnologia identifica obras de arte usando o “digital” do artista

Técnica não invasiva aplica análise fractal à textura de pinturas para criar assinatura única do artista, fortalecendo autenticação e reduzindo fraudes no mercado

Nova técnica usa análise de textura microscópica para autenticar obras de arte e combater falsificações - (crédito: Flow)
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  • Nova técnica não invasiva usa a textura da pintura analisada por fractais para criar uma assinatura única do artista, distinguindo obras autênticas de falsificações.
  • Em obras atribuídas a Vincent van Gogh, o método conseguiu separar autênticas de falsificações conhecidas; a falsificação de Os Lavradores foi identificada como atípica, enquanto Pôr do Sol em Montmajour mostrou semelhança com outros trabalhos do pintor.
  • A abordagem também separa as assinaturas estilísticas de Van Gogh e do pintor do século XVII David Klöcker Ehrenstrahl, indicando potencial de uso mais amplo.
  • A autenticação tradicional depende de opinião de especialistas, pesquisa histórica e análise de pigmentos; a nova tecnologia pode fortalecer esse processo, especialmente quando aliada a exames químicos.
  • Estudos mencionados indicam que a técnica oferece impressão digital mensurável da pincelada, ajudando a identificar artistas genuínos e detectar falsificações com maior segurança.

O estudo apresenta uma técnica não invasiva que distingue obras autênticas de falsificações com base na textura de superfícies. Desenvolvida na Université Polytechnique Hauts-de-France, ela usa imagens de alta resolução para gerar mapas 3D da textura e medir a aspereza por meio de dimensões fractais.

A pesquisa aplicou o método a obras atribuídas a Vincent van Gogh. Pinturas autênticas foram separadas de falsificações conhecidas, com aossas exceções: Os Lavradores apareceu como caso atípico, enquanto Pôr do Sol em Montmajour manteve semelhança com trabalhos do pintor.

A abordagem também diferencia assinaturas estilísticas, distinguindo Van Gogh de Ehrenstrahl, pintor do século XVII. A técnica oferece potencial para fortalecer a autenticação, complementando métodos tradicionais de análise de pigmentos e histórico, que demandam recursos significativos.

Implicações para o mercado

A técnica fractal pode ser usada em museus, casas de leilão e colecionadores para reduzir fraudes. A combinação com exames químicos pode aumentar a confiabilidade das avaliações sem depender exclusivamente da opinião de especialistas.

A mesma linha tem sido mencionada em reportagens sobre IA aplicadas à verificação de obras de arte. Relatos indicam que algoritmos já ajudaram a identificar dezenas de obras falsas em plataformas de venda on-line, incluindo peças associadas a grandes nomes.

Segundo o pesquisador principal François Berkmans, a análise fractal oferece uma assinatura mensurável das pinceladas que fortalece a expertise tradicional. O método não substitui o conhecimento humano, mas aprimora a capacidade de distinguir artistas genuínos e fraudes conhecidas.

Especialistas ressaltam que a autenticação continua exigindo uma visão multidisciplinar, combinando novas ferramentas com estudo histórico, pigmentos e técnicas de conservação. A pesquisa atual destaca o uso da assinatura morfológica gerada pela pincelada como diferencial técnico.

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