- Lula assinou decretos que criam e ampliam unidades de conservação e simplificam repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para prevenção de incêndios.
- Foram criados o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará; também houve expansão dos Parna Serra das Confusões e Parna Sete Cidades, no Piauí.
- Foi sancionada a Política Nacional para Recuperação da Caatinga.
- Em 2025, o desmatamento ficou em 984,7 mil hectares, abaixo de um milhão pela primeira vez, segundo MapBiomas.
- O governo anunciou cerca de R$ 2 bilhões para Ibama e ICMBio, além de R$ 834 milhões do Fundo Clima para restauração, via BNDES.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira, no Planalto, um pacote para a preservação de biomas brasileiros e o enfrentamento às mudanças climáticas. A cerimônia ocorreu em Brasília e marcou a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Entre as ações, Lula assinou dois decretos: um para criar novas unidades de conservação e ampliar áreas protegidas; outro para simplificar e agilizar repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente a estados e municípios, com foco na prevenção de incêndios florestais. Também sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga.
O governo informou que a iniciativa busca reduzir impactos climáticos e ampliar a proteção de ecossistemas estratégicos. Segundo autoridades, as medidas visam ampliar a capacidade institucional para gestão ambiental, planejamento e coordenação entre federal, estados, municípios e sociedade.
Queda no desmatamento
O Relatório Anual do Desmatamento, do MapBiomas, aponta que 2025 teve desmatamento abaixo de 1 milhão de hectares (984,7 mil ha), resultado inédito. Definição de novas áreas protegidas também contribuiu para frear a atividade, segundo especialistas.
As novas unidades de conservação incluem o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Além disso, o governo ampliou os Parques Nacionais Serra das Confusões, no Piauí, e Sete Cidades.
O ministro do Meio Ambiente ressaltou que quedas ocorrentes abrangem biomas distintos: Amazônia, Cerrado e Pantanal. Capobianco afirmou que, desde 2023, houve reconstrução institucional para fortalecer órgãos ambientais e instrumentos de planejamento.
Investimentos
Ainda durante o evento, autoridades anunciaram investimentos de cerca de R$ 2 bilhões para ações do Ibama e do ICMBio. O presidente também assinou atos que destinam R$ 834 milhões do Fundo Clima a projetos de restauração da vegetação nativa, com recursos geridos pelo BNDES.
A diretora socioambiental do BNDES destacou o marco: o financiamento auxilia no combate ao desmatamento e na recuperação de florestas. A gestão do dinheiro será realizada pelo banco, com apoio a organizações da sociedade civil e empresas.
O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi criado pela ONU em 1972. A cerimônia desta semana reafirmou o comprometimento do governo brasileiro com proteção de ecossistemas e enfrentamento das mudanças climáticas.
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