- O planeta atingiu 1,37°C de aquecimento em 2025, segundo o IGCC, e, se as emissões continuarem no ritmo atual, pode superar 1,5°C em cerca de quatro anos.
- Foi registrado um novo recorde no “desequilíbrio energético da Terra”, indicando que o calor continua sendo armazenado pela energia recebida do Sol vs. devolvida ao espaço.
- Emissões globais de gases de efeito estufa chegaram a 56,8 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2024.
- Os oceanos absorvem mais calor: 65 dias de ondas de calor marinhas em 2025, e o nível médio do mar aumentou cerca de 23 centímetros desde o início do século XX.
- O orçamento global de carbono para manter abaixo de 1,5°C caiu para cerca de 130 bilhões de toneladas de CO₂, suficiente para ser usado em aproximadamente três anos no ritmo atual.
O planeta aquece em ritmo acelerado e pode ultrapassar o limiar de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2030, segundo novo relatório internacional. A avaliação aponta que, em 2025, o aquecimento provocado pela atividade humana chegou a 1,37°C. Se as emissões atuais seguirem, o 1,5°C poderá ser atingido em poucos anos.
A análise faz parte da iniciativa Indicators of Global Climate Change (IGCC), com participação de mais de 70 pesquisadores de 17 países. Os resultados reforçam alertas anteriores da Organização Meteorológica Mundial sobre um clima cada vez mais desequilibrado.
O estudo também destaca o aumento do desequilíbrio energético da Terra, que mede a diferença entre a energia recebida do Sol e o calor devolvido ao espaço. Esse desequilíbrio dobrou desde o fim do século passado, sinalizando mais energia acumulada nos oceanos, atmosfera, solos e geleiras.
Emissões de gases de efeito estufa seguem em níveis históricos. Em 2024, a estimativa é de 56,8 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, impulsionadas pela queima de petróleo, carvão e gás natural. Os pesquisadores ressaltam que o aquecimento observado na última década é majoritariamente atribuído às atividades humanas.
A taxa de aquecimento permanece alta: entre 2016 e 2025, a temperatura global aumentou cerca de 0,27°C por década, velocidade considerada excepcional pelos climatologistas. Mesmo com reduções, o aquecimento adicional já contratado tende a perdurar.
A meta de 1,5°C, estabelecida no Acordo de Paris, aproxima-se. O orçamento global de carbono restante para evitar esse patamar caiu para cerca de 130 bilhões de toneladas de CO₂, e, com emissões atuais, isso seria consumido em cerca de três anos.
O texto enfatiza que grande parte do calor extra está nos oceanos. Em 2025, houve 65 dias de ondas de calor marinhas, número que se manteve elevado e tem impactos sobre ecossistemas, pesca e cadeias alimentares.
O nível do mar também continua em ascensão, com recorde de aumento em 2025 e acúmulo de aproximadamente 23 centímetros desde o início do século XX. A aceleração é atribuída à expansão térmica da água e ao derretimento de mantos de gelo.
Eventos climáticos extremos ganham força. Ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais foram observados em várias regiões. O Copernicus aponta 2025 como o terceiro ano mais quente já registrado, atrás de 2024 e 2023.
Cientistas pedem ações mais rápidas para reduzir emissões. Embora haja avanço em energias renováveis, o ritmo de diminuição de emissões permanece aquém do necessário. A avaliação sustenta que a década atual será decisiva para o futuro climático do planeta.
Entre na conversa da comunidade