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Por que mosquitos aparecem exatamente quando vamos dormir

Estudos indicam que dióxido de carbono (CO₂), calor corporal e odores da pele tornam quem dorme um alvo propício para mosquitos, com maior atividade ao anoitecer

O mosquito não espera você dormir por acaso. Seu corpo entrega sua localização. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Mosquitos seguem um relógio biológico e são mais ativos ao anoitecer (Culex) ou em picos no início da manhã e no final da tarde (Aedes aegypti), com a luz e a temperatura influenciando.
  • Ao você se deitar, o corpo emite sinais como CO₂, calor, ácido láctico do suor, odores da pele e umidade da respiração, que atraem os insetos.
  • Os mosquitos detectam esses sinais com receptores nas antenas e nos palpos maxilares, e o CO₂ funciona como um indicativo importante de hospedeiro vivo.
  • Cobertores e colchões criam microambientes quentes e úmidos, o que facilita o pouso e a localização do alvo.
  • Um estudo de janeiro de 2025, na Nature Communications, liderado por Carolyn McBride, mostrou que a atração envolve a integração de CO₂, temperatura e odores humanos, variando conforme genética, temperatura corporal, microbiota, metabolismo e quantidade de CO₂ expirado.

O que acontece quando você apaga as luzes e se prepara para dormir envolve biologia e comportamento. Mosquitos passam a reconhecer sinais do corpo humano que indicam a presença de sangue, chegando ao ambiente em busca de alimento. A explicação está na combinação de relógio biológico, calor e gás carbônico liberado ao respirar.

O fenômeno é mais comum à noite, quando determinados mosquitos tornam-se mais ativos. Espécies do gênero Culex costumam se acender com o anoitecer, enquanto Aedes aegypti apresenta picos na primeira metade da manhã e no fim da tarde. Luz, temperatura e ambiente influenciam esse relógio interno dos insetos.

Sinais que atraem o mosquito

Quando você está deitado, mudanças fisiológicas acontecem sem que perceba. Gás carbônico, calor corporal, suor com ácido lático e moléculas da pele conduzem a busca. Receptores nas antenas e nos palpos maxilares detectam esses sinais e guiam o inseto até a pele.

Cobertores, colchões e a própria posição de repouso ajudam o mosquito a localizar o alvo, pois criam microambientes quentes e úmidos. O CO₂, mesmo em baixas concentrações, sinaliza a presença de um hospedeiro vivo nas proximidades.

Estudos recentes e implicações

Em janeiro de 2025, estudo publicado na Nature Communications, liderado por Carolyn McBride, analisou como diferentes espécies integram sinais químicos humanos para encontrar hospedeiros. Os resultados indicam uma combinação complexa de CO₂, temperatura e odores da pele que aumenta a eficiência da busca.

Quem mais atrai mosquitos varia conforme perfil individual. Genética, temperatura, microbiota da pele, metabolismo e a quantidade de CO₂ expirado influenciam a atração, explicando variações entre pessoas no mesmo ambiente.

Por que isso importa

O entendimento dos mecanismos de atração ajuda a explicar ataques noturnos recorrentes. A evolução moldou respostas sensoriais dos mosquitos para detectar sinais específicos emitidos pelos humanos assim que o corpo libera calor, umidade e compostos químicos durante o repouso.

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