- Em maio, a energia solar respondeu por 12,8% da eletricidade dos EUA, enquanto o carvão ficou em 12,2%.
- Solar tornou-se a terceira maior fonte de eletricidade no país, atrás de gás natural e nucléaire.
- O carvão atingiu o menor nível mensal já registrado em abril e teve recuperação modesta em maio.
- Apesar de o governo de Donald Trump apoiar o carvão, a geração solar continua crescendo e superando o carvão em participação no mix elétrico.
O uso de energia solar atingiu um marco nos EUA em maio: pela primeira vez, a solar forneceu mais eletricidade ao país do que o carvão, respondendo por 12,8% da geração. O carvão ficou com 12,2% nesse mês, o sétimo menor registro mensal divulgado até hoje. A informação vem do think tank Ember, em conjunto com a Seia e a Wood Mackenzie.
A solar passou a ser a terceira maior fonte de eletricidade nos EUA, atrás de gás natural e nuclear. O carvão atingiu um mínimo mensal histórico em abril e recuperou-se pouco em maio, o que abriu espaço para o avanço da energia solar, segundo especialistas da Ember. O monitoramento utiliza dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA).
Perspectivas e impactos
Ember aponta que o mercado tem mostrado força da solar no ritmo de crescimento, mesmo com políticas federais menos favoráveis às renováveis. A combinação de solar e baterias tem sido responsável pela maior parte dos novos projetos de geração no primeiro trimestre, representando 91% da capacidade instalada.
O contexto político envolve ações do governo para apoiar o carvão. Nos últimos meses, o Executivo informou planos de investimento em usinas de carvão e exportações, além de mudanças regulatórias que impactam projetos de energia limpa. Autoridades ressaltam que as políticas visam reforçar a segurança energética nacional.
Dados globais indicam tendência semelhante: a Agência Internacional de Energia prevê que as renováveis responderão por quase 45% da geração elétrica mundial até 2030. No âmbito americano, especialistas indicam que é provável que ocorram mais meses em que a solar supere o carvão, com o ritmo anual ainda em disputa nos próximos anos.
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