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Telemedicina na reabilitação reduz mortalidade de pacientes graves do SUS

Telemedicina na reabilitação de pacientes graves do SUS reduz mortalidade em 7,6 p.p. e encurta tempo de ventilação, com melhor qualidade de vida após a alta

Leitos de UTI no Hospital M´Boi Mirim, instituição municipal administrada pelo Einstein, na zona sul de São Paulo
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  • Estudo com 1.916 pacientes em 20 hospitais públicos revelou que a reabilitação por telemedicina reduziu a mortalidade de pacientes graves e melhorou a qualidade de vida após a alta.
  • O modelo combina suporte remoto às equipes de UTI, avaliação multidisciplinar na enfermaria e teleatendimento personalizado por dois meses após a alta.
  • Ao comparar com o cuidado tradicional, a mortalidade em noventa dias caiu de 78,3% para 71,8% (redução de 7,6 pontos percentuais) para pacientes com insuficiência respiratória aguda sob ventilação mecânica; o tempo de ventilação diminuiu de 15,5 para 9,9 dias.
  • Pacientes acompanhados ficaram, em média, 4,9 dias a mais vivos fora do hospital nos três meses após a internação, e tiveram melhoria de 33% no score médio de qualidade de vida.
  • O estudo, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e pelo Einstein com apoio do Proadi-SUS, aponta potencial de economia para o sistema e destaca a importância do acompanhamento pós‑UTI para reduzir sequelas.

Uma estratégia de reabilitação por telemedicina aplicada a pacientes graves em hospitais públicos do Brasil reduziu a mortalidade e melhorou a qualidade de vida após a alta. O estudo envolveu 1.916 pacientes em 20 unidades de differentes regiões, entre 2024 e 2025.

Coordenação pelo Einstein Hospital Israelita e pelo Hospital Moinhos de Vento, com apoio do Proadi-SUS, combinou três etapas de cuidado: suporte remoto às UTIs, avaliação multidisciplinar na enfermaria e reabilitação por teleatendimento após a alta, por dois meses.

Os resultados foram apresentados em Belfast, no congresso internacional de terapia intensiva, e publicados no Jama. Em comparação com o cuidado habitual, a mortalidade em 90 dias caiu de 78,3% para 71,8% entre pacientes com insuficiência respiratória aguda ventilados mecanicamente.

Principais resultados

O estudo aponta melhora na qualidade de vida, medida por um índice que ficou 33% acima do grupo controle (0,16 vs 0,12). A mobilidade, autonomia e bem-estar mental contribuíram para a diferença observada.

Também houve redução do tempo de ventilação mecânica, de 15,5 para 9,9 dias. Além disso, pacientes sob o programa permaneceram vivos e fora do hospital por uma média de 4,9 dias a mais nos três meses pós-internação.

Desdobramentos e impactos

Os pesquisadores destacam que a reabilitação começou já na UTI, com menor exposição à sedação e interrupção de dispositivos invasivos desnecessários. O acompanhamento continuo após alta integra fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos.

A equipe acredita que a intervenção pode gerar economia para o SUS ao reduzir demanda de leitos e encurtar internação. A implementação centralizada permitiu atender pacientes de 20 hospitais sem ampliar contratações.

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