- Exploração de Darwin e Wolf Islands, no arquipélago de Galápagos, com participação de uma equipe da Fundação Darwin (Charles Darwin Foundation) durante duas semanas a bordo de um veleiro de mergulho de 22 metros, com 12 cientistas e tripulação.
- O foco incluiu as migrações de tubarões-gabiru (hammerhead) e a observação da fauna marinha local, com dezenas de tubarões na região e monitoramento de peixes teleósteos por meio de câmeras submarinas e mergulho.
- Katherine Rezabala, bióloga marinha equatoriana, analisa vídeos e identifica mais de cinquenta espécies de teleósteos, registrando cada organismo observado durante as mergulhos.
- As fêmeas grávidas dos tubarões-gabirus voltam — em trajetos que podem superar mil quilômetros — do arquipélago até florestas de mangue no Panamá para dar à luz.
- A equipe retorna a Darwin e Wolf em setembro para avaliar como a fauna local está reagindo às mudanças oceânicas e ao possível retorno do El Niño.
A equipe da Charles Darwin Foundation realizou uma expedição de duas semanas a Darwin e Wolf, ilhas mais ao norte das Galápagos, a cerca de 1.000 km da costa do Equador. O objetivo foi acompanhar como espécies ameaçadas respondem a mudanças rápidas no oceano, por meio de mergulho, freedive e filmagens de equipamentos à prova d’água. Estavam 12 cientistas e tripulação a bordo de um veleiro de pesquisa de 22 metros.
A jornalista acompanha os trabalhos para contar as migrações de tubarões-ressurgentes, sobretudo o escamado, e a vida marinha ao redor das ilhas, onde a diversidade é alta e as espécies são monitoradas ano após ano. Katherine Rezabala, bióloga marinha equatoriana, lidera a análise de imagens, contagem e identificação de peixes.
Durante a missão, a equipe registrou centenas de imagens submersas com câmeras; mergulhadores também fotografaram trajetos horizontais sob a água. O monitoramento de longo prazo permite entender como o ecossistema reage a variações de temperatura e correntes, em especial com a possibilidade de retorno do El Niño.
Segundo a pesquisadora, o foco vai além dos tubarões; é essencial acompanhar espécies teleósteas para compreender mudanças ecológicas locais. Rezabala destacou que conhecer cada espécie ajuda a mapear impactos na biodiversidade da região.
A expedição de março ocorre em um momento de preocupação climática global, com previsões de El Niño intenso. As mudanças devem alterar correntes de upwelling, reduzindo nutrientes e impactando a vida marinha ao redor das Galápagos.
A equipe retorna a Darwin e Wolf em setembro para verificar o que mudou na população de peixes e no ecossistema, após o período de altas temperaturas e alterações nas correntes oceânicas.
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