- O El Niño deve se intensificar nesta primavera (setembro a dezembro no hemisfério sul), elevando a variabilidade climática no Brasil.
- Regiões do norte, nordeste e centro-oeste tendem a ter menos chuvas e temperaturas mais altas; sul deve ter mais chuva e maior risco de enchentes, enquanto sudeste fica mais sujeito a ondas de calor.
- O Instituto Nacional de Meteorologia afirma que, quanto maior a intensidade do El Niño, maior será a influência sobre padrões de temperatura e precipitação no país.
- A última passagem do El Niño, em 2024, foi uma das mais fortes, com temperatura média de 25,02°C (0,79°C acima da média histórica de 1991/2020); em 2023, a média foi de 24,92°C.
- Em 2024, o Brasil registrou 306 mortes associadas a tragédias ambientais, com recordes de ondas de calor — entre agosto e setembro houve picos de até 7°C acima do normal em algumas cidades, como 44,5°C em Goiânia e 44,1°C em Cuiabá, em 6 de outubro.
O El Niño retorna aos níveis fortes e pode alterar drasticamente o clima brasileiro nos próximos meses. O aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial é o gatilho do fenômeno natural que costuma trazer padrões de chuva e seca distintos entre regiões.
Especialistas apontam que, no Brasil, os efeitos variam por região: Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem enfrentar menor volume de chuvas e temperaturas mais altas, enquanto Sul tende a chover mais, elevando riscos de enchentes. O Sudeste, por sua vez, fica mais sujeito a ondas de calor.
O que é e quando ocorre
O El Niño é caracterizado por temperaturas mais altas no Pacífico central e oriental. A transição entre fases ocorre a cada dois a sete anos, com desenvolvimento entre março e junho e pico entre novembro e fevereiro. A previsão é de intensidade forte na primavera austral.
Segundo o Inmet, a intensidade do El Niño influencia diretamente padrões de temperatura e precipitação no país, elevando a probabilidade de impactos climáticos. O fenômeno não afeta igualmente todas as regiões.
A temporada anterior, em 2024, já mostrou impactos expressivos, com uma das fases mais fortes da história. Em média, as temperaturas ficaram em 25,02°C, acima em 0,79°C do registrado entre 1991/2020 (24,23°C). Em 2023, a média anual foi de 24,92°C.
Dados de impactos e contexto recente
Dados de um programa conjunto do Banco Mundial e da UFSC indicam que 2024 registrou 306 mortes associadas a tragédias ambientais, alta de 58% frente a 2023 (193 óbitos). O número traduz a magnitude dos eventos extremos no país.
Entre ondas de calor, o Brasil registrou de 9 a 10 episódios, com picos de temperatura acima do normal. Belo Horizonte e Brasília ficaram até 7°C acima do esperado entre final de agosto e início de setembro. Manaus chegou a 6°C além do normal.
Registros recentes de calor extremo
No dia 6 de outubro, Goiânia (GO) registrou 44,5°C e Cuiabá (MT) 44,1°C, as maiores temperaturas máximas do dia. Esses registros ilustram a tendência de fortes ondas de calor associadas ao El Niño, conforme monitoramento meteorológico.
As projeções indicam que o fenômeno deve manter sua atuação durante a primavera do hemisfério Sul, entre setembro e dezembro, com variações regionais e potenciais impactos adicionais em padrões de chuva e seca.
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