- Lecanemab, anticorpo que mira a proteína beta-amiloide, foi aprovado pela Anvisa no início do ano e chegará às farmácias com o nome Leqembi.
- O custo pode chegar a até R$ 20 mil por mês, e há dúvidas sobre a viabilidade de incorporação pelo SUS devido à necessidade de exames e de estrutura especializada.
- O uso do medicamento exige monitoramento constante e acompanhamento para lidar com possíveis efeitos colaterais.
- A eficácia prática do tratamento é contestada por alguns especialistas, considerados benefícios limitados.
- Órgãos de saúde no Brasil permanecem discutindo benefícios, segurança e acesso ao medicamento.
O medicamento Lecanemab foi aprovado pela Anvisa no início deste ano e deve chegar às farmácias do Brasil no fim deste mês, sob o nome comercial Leqembi. Atua contra a beta-amiloide para retardar a progressão do Alzheimer em fases iniciais.
O conteúdo é apresentado pelo podcast Pílula Farmacêutica, com entrevista de Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP. O objetivo é esclarecer a entrada do fármaco no mercado nacional.
O custo pode chegar a até R$ 20 mil mensais. A incorporação ao SUS depende de exames e de infraestrutura especializada, o que dificulta a adoção generalizada.
Pontos de controvérsia
A eficácia prática do medicamento é contestada por alguns especialistas, que apontam resultados ainda limitados em cenários reais. O monitoramento de efeitos colaterais exige acompanhamento constante.
Órgãos de saúde no Brasil avaliam o equilíbrio entre benefícios, riscos e custo para orientar políticas de acesso. A discussão sobre segurança, custo e acesso continua em pauta entre autoridades e profissionais.
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