- Crianças autistas, a partir de 18 meses, são submetidas a infusões de células-tronco retiradas do cordão umbilical em tratamentos não aprovados e potencialmente perigosos nos EUA, incluindo clínicas na Flórida e no Texas.
- Cada sessão pode custar até US$ 20 mil, com recomendações de retornos frequentes para reforços do tratamento.
- Não há evidência científica de eficácia; estudo da Duke University mostrou benefícios insignificantes na maioria dos 180 pacientes testados.
- A FDA alerta que tratamentos de células-tronco fora de ensaios clínicos aprovados costumam ser ilegais e podem apresentar riscos graves, como cegueira, tumores e infecções.
- O tema tem ligações com o secretário de saúde da administração anterior, Robert F. Kennedy Jr., que tem apoiado fornecedores alternativos de terapias com células-tronco para autismo.
Autistic children estão sendo submetidos a infusões de células-tronco derivadas de cordão umbilical em tratamentos não aprovados e não comprovados, com riscos potenciais. Clínicas em estados como Flórida e Texas promovem o que chamam de medicina regenerativa para famílias com crianças com necessidades intensivas de cuidado.
Os procedimentos costumam envolver sedação com ketamina antes da aplicação de doses intravenosas de milhões de células-tronco. Cada sessão pode custar até 20 mil dólares, com orientações para repetir aplicações de forma periódica. Médicos e cientistas alertam para a falta de evidências de eficácia.
Especialistas ressaltam que não há bases científicas robustas de sucesso nesses tratamentos. O estudo clínico mais completo até hoje — um ensaio placebo conduzido pela Duke University — mostrou benefícios insignificantes para a maioria dos 180 pacientes avaliados.
A FDA tem alertado pais sobre tratamentos de células-tronco fora de ensaios clínicos aprovados, dizendo que há risco de produtos ilegais e possíveis complicações. Em 2021, a agência relatou casos de cegueira, formação de tumores e infecções associadas a aplicações não aprovadas.
O tema ganhou proximidade com declarações públicas de Robert F Kennedy Jr, que participou de eventos voltados a terapias alternativas para autismo. Kennedy tem criticado políticas de saúde tradicionais e apoiado fornecedores de terapias alternativas, segundo reportagens internacionais.
No circuito de clínicas e conferências, surgem promotores que promovem infusões de células-tronco, incluindo protocolos apresentados em conferências de defesa de abordagens não convencionais. Organizações ligadas a esse movimento têm atraído famílias dispostas a pagar altas quantias na esperança de melhorias.
Entre os casos reportados, famílias já viajaram para estados como Flórida para realizar infusões, com faturas que variam conforme o número de sessões. Pesquisadores e autoridades sanitárias reiteram que a prática não substitui tratamentos comprovadamente eficazes ou participação em ensaios clínicos regulados.
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