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Criptógrafos compram a resposta para a misteriosa Kryptos da CIA

Paradigm assume a custódia da Kryptos para filtrar novas tentativas de decodificação de K4 e K5, oferecendo premiações por desafios e estimulando a competição pública

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  • Em 2025, o leilão vendeu a resposta de K4 e a solução de K5 de Kryptos; o vencedor pagou quase um milhão de dólares, e o artista Jim Sanborn ficou com 770 mil; a identidade de quem venceu foi mantida em segredo.
  • A Paradigm, empresa de venture capital com foco em criptomoedas, passa a cuidar da validação de novas tentativas de decifrar Kryptos.
  • A Paradigm cobrará um dólar por cada envio de solução e promoverá desafios com premiações menores para quem decifra-los; o prêmio principal de K4 não é em dinheiro, mas sim prestígio e acesso a um vídeo produzido por Sanborn.
  • Os criadores do teorema: Jarett Kobek e Richard Byrne chegaram a encontrar o texto de K4 antes do leilão, mas decidiram não divulgar; a paradinha da Smithsonian restringiu acesso aos materiais.
  • Sobre K5, Sanborn diz que, uma vez resolvido K4, K5 se tornará solucionável; a Paradigm planeja tornar público o ciphertext de K5 e convidar tentativas de decifração.

O mistério da Kryptos avança após a venda do enigma. Em 2025, o artista Jim Sanborn colocou à venda o “segredo” por meio de leilão, incluindo a solução de K4 e de K5, a tela adicional não revelada. O valor arrecadado chegou a quase um milhão de dólares, segundo a imprensa norte-americana. Sanborn ficou com 770 mil dólares.

Hoje, a tarefa de avaliar as tentativas de decifração passa a ficar sob a responsabilidade de Paradigm, uma empresa de venture capital com foco em criptomoedas. O grupo assume a curadoria das apostas e das tentativas de solução do código até que alguém chegue à resposta.

Paradigm é comandada por um dos cofounds da Coinbase. A firma investe em projetos de software de código aberto, além de atuar em IA e robótica. A escolha de assumir Kryptos busca atrair talentos e ampliar o alcance da empresa no ecossistema cripto.

Dan Robinson, sócio da Paradigm desde 2019, conduziu a decisão após ler matérias sobre a venda. Segundo ele, Kryptos se alinha aos interesses da firma e pode representar uma vitrine para novas apostas técnicas. Robinson afirma que a posse do enigma pode atrair especialistas.

A proposta da Paradigm inclui cobrar 1 dólar por submissão de soluções, reduzindo incentivos a tentativas por força bruta. A empresa também promoverá desafios com técnicas cada vez mais complexas, com prêmios residuais de 1 mil dólares para os vencedores dos testes.

A premiação principal de K4 não envolve dinheiro, mas confere prestígio e acesso a um vídeo gravado por Sanborn para o decifrador bem-sucedido. O arranjo visa manter o interesse público e o ritmo de descobertas do enigma.

Entre as dúvidas remanescentes está a K5, o código ainda não revelado. Paradigm afirma que, quando houver avanço em K4, o caminho para K5 poderá se tornar viável, com a divulgação do texto criptografado para que seja decifrado pela comunidade.

Sanborn, de 80 anos, entregou envelopes selados contendo as soluções de K4 e K5 aos representantes da Paradigm, sem abrir o conteúdo. O artista afirmou que continuará recebendo contatos de interessados, mesmo com a transferência formal da responsabilidade.

Enquanto isso, Kryptos permanece exposto na sede da CIA, em Langley, Virginia, como símbolo contínuo do enigma criptográfico que tem desafiado analistas desde 1990. A nova gestão do desafio promete manter o projeto ativo e transparente para participantes do mundo inteiro.

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