- Sete de cada dez internautas no Brasil (70,2%) já acreditaram que um vídeo era real e depois descobriram que era deepfake.
- Apenas 18,7% se consideram capazes de identificar deepfakes de imediato; 72,1% dizem que, às vezes, percebem que o conteúdo foi produzido ou alterado por IA; 5,5% não conseguem detectar.
- A pesquisa ouviu 4.138 brasileiros com smartphone, com dados da Mobile Time/Opinion Box e divulgação exclusiva pela VEJA.
- Casos de desinformação eleitoral e política com deepfakes vêm em crescimento, incluindo exemplos envolvendo Lula e cenas falsas de violência policial; há relatos de golpes como o “golpe do Roda Viva”.
- No uso de IA, 39,3% dos usuários de chatbots avançados checam sempre as respostas; 51,4% verificam às vezes e 9,3% nunca verificam.
Sete em cada dez internautas no Brasil (70,2%) já acreditaram que um vídeo era real e depois descobriram que era deepfake. Dados da pesquisa Super Panorama Mobile Time/Opinion Box, divulgados com exclusividade por VEJA, indicam dificuldade em discernir conteúdo gerado por IA com aparência realista.
Segundo o levantamento, apenas 18,7% se veem capazes de identificar deepfakes de imediato. Outros 72,1% reconhecem que, às vezes, percebem que o vídeo foi produzido ou alterado por IA. Já 5,5% afirmam não conseguir detectar diferenças. A amostra incluiu 4.138 brasileiros com smartphone.
O estudo ressalta vulnerabilidade online a golpes digitais. Na última semana, a TV Cultura alertou para o crescimento do golpe do Roda Viva, que usa deepfakes de jornalistas, banqueiros e políticos para induzir pessoas a plataformas de investimentos fraudulentas.
Riscos de desinformação e golpes
Dados da pesquisa apontam aumento de conteúdos manipulados circulando nas redes. Projetos como Agência Lupa e Observatório IA nas Eleições monitoram casos de deepfakes envolvendo políticos, organizações ou locais reais em situações inexistentes, com exemplos recentes no Brasil.
Entre as fake videos citadas, aparecem cenas atribuídas ao presidente Lula com mensagens controversas e imagens falsas de um blindado da polícia do Rio de Janeiro sob ataque, usados para criar desinformação política. Esses materiais evidenciam a gravidade do tema em 2026.
Checagem de informações por IA
Ainda conforme o estudo, apenas 39,3% dos usuários de chatbots avançados costumam checar sempre as respostas fornecidas por IA. Outras 51,4% verificam apenas às vezes, e 9,3% nunca conferem o conteúdo. O levantamento ouviu 3.128 usuários de assistentes de IA generativa no Brasil.
Profissionais de tecnologia ressaltam que plataformas de IA alertam sobre a possibilidade de erros. O hábito de checagem é considerado fundamental para reduzir riscos de difusão de informações incorretas.
Entre na conversa da comunidade