- Praia de Punta Molentis, na Sardenha, proibiu guarda-sol para pessoas entre 10 e 65 anos, regra válida na temporada de verão.
- Medida faz parte de regulamento local para proteção ambiental, reorganizando o acesso, o tipo de estrutura permitida e o número de visitantes por dia.
- Objetivos: reduzir erosão das dunas, preservar a vegetação, evitar superlotação e organizar o uso do solo na praia.
- Outras normas incluem controle diário de acesso, áreas de sombra organizadas, proibição de retirada de areia e pedras, restrições a cadeiras e equipamentos volumosos, com fiscalização mais intensa.
- A medida é temporária e pode ser revisada; gera debate sobre custo adicional para turistas e sensação de desigualdade entre usuários.
A praia de Punta Molentis, na Sardenha, passou a adotar uma norma que restringe o uso de guarda-sóis apenas para quem tem entre 10 e 65 anos. A medida, vigente na temporada de verão, pretende reduzir impactos ambientais em uma área considerada sensível, reorganizando o acesso e o tipo de estrutura permitida.
Autoridades municipais explicam que a regra faz parte de um regulamento local que busca diminuir a erosão, a compactação do solo e a pressão sobre a vegetação costeira. A intenção não é prejudicar o turismo, mas reduzir danos causados por objetos na areia.
A norma também limita a quantidade de visitantes diários e favorece estruturas de sombra autorizadas, como tendas de estabelecimentos licenciados, em vez de guarda-sóis individuais. Crianças, idosos e pessoas que necessitam de proteção especial podem usar sombreamento, desde que cumpram as regras locais.
Mudanças e objetivos ambientais
A medida visa proteger a zona de dunas, que funciona como barreira natural contra a erosão. A restrição reduz estruturas fincadas na areia e facilita a circulação na faixa de uso público. O regulamento também orienta o descarte adequado de resíduos e evita o pisoteio em áreas sinalizadas.
Especialistas destacam que praias mediterrâneas enfrentam pressões como aumento do nível do mar e turismo intenso. Em Punta Molentis, a estratégia inclui educação ambiental para explicar impactos de ações simples, como fincar um guarda-sol ou remover plantas.
Outras regras em vigor
Além da proibição para 10 a 65 anos, o regulamento estabelece controle de acesso diário e reserva de vagas em determinados períodos. Shading organizado substitui parte da sombra oferecida por guarda-sóis, com estruturas autorizadas. A coleta de areia ou pedras continua proibida.
A norma também impõe restrições a cadeiras e equipamentos volumosos, além de ampliar a fiscalização por agentes ambientais. Em alguns momentos, podem ocorrer multas para quem violar as regras ou exceder o limite de ocupação.
O objetivo é reduzir danos causados pela alta lotação em picos de verão. Governos municipais da região utilizam sensores e contagem de visitantes para ajustar limites conforme clima e sensibilidade da área.
Polêmica e resposta das autoridades
A decisão gerou debate entre frequentadores, que veem a medida como desigual ao restringir um item básico de sombra. Críticos afirmam que o custo diário pode aumentar, favorecendo operadores turísticos e dificultando o acesso de famílias com orçamento limitado.
Autoridades locais reiteram que a medida é temporária e sujeita a revisão com base nos resultados obtidos ao longo da temporada. O caso de Punta Molentis serve como exemplo de como equilibrar turismo de massa e conservação ambiental.
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