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Teste sanguíneo pode detectar milhares de condições genéticas na gravidez

Teste não invasivo de DNA fetal no sangue da mãe pode identificar milhares de condições genéticas, reduzindo a necessidade de amniocentese durante a gestação

The test was envisioned for use when an anomaly had been seen in an ultrasound screening.
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  • Um novo teste de sangue materno não invasivo pode detectar milhares de condições genéticas graves do feto, reduzindo a necessidade de exames invasivos durante a gravidez.
  • O método, descrito na conferência da European Society for Human Genetics em Gotemburgo, usa fragmentos de DNA fetal no sangue da mãe para fazer sequenciamento avançado.
  • Em estudo com 565 gestações, em média de 17 semanas, o teste examinou cerca de 23 mil genes e identificou variantes genéticas com 95–99% de correspondência aos métodos invasivos.
  • O NIFS permitiria detectar grande parte das condições presentes nos painéis de neonatos e anomalias fetais, oferecendo uma triagem inicial segura para gestações com anomalias detectadas no ultrassom.
  • Especialistas alertam que usar o teste como triagem ampla pode revelar genes de significado incerto, gerando ansiedade e possível medicalização desnecessária; ainda assim, a técnica é descrita como potencialmente transformadora para medicina reprodutiva.

O estudo apresenta um novo teste sanguíneo materno que pode detectar milhares de condições genéticas graves no feto, a partir de fragmentos de DNA fetal no sangue da mãe. A técnica não invasiva de sequenciamento fetal (NIFS) poderia reduzir a necessidade de exames invasivos durante a gestação. Os pesquisadores apresentaram os achados na conferência da European Society for Human Genetics, em Gotemburgo, no sábado.

O NIFS utiliza sequenciamento avançado para identificar variantes genéticas em centenas de genes por meio de DNA fetal circulante, observando condições como fibrose cística e outras presentes em painéis de anomalias fetais. O objetivo é oferecer triagem mais ampla, mantendo precisão similar aos métodos invasivos.

O estudo foi conduzido por Dr. Christopher Whelan, do Broad Institute/MIT e Harvard, que afirma que o teste pode detectar milhares de condições, incluindo grande parte dos painéis de recém-nascido. A pesquisa analisa horários de ocorrência, com 565 gestantes, em média 17 semanas de gestação, avaliando variantes em quase 23 mil genes por feto.

Resultados e contexto

Os resultados compararam o NIFS com amniocentese ou CVS, demonstrando detecção de 95-99% das variantes encontradas pelos métodos invasivos e mais de 97% das variantes clinicamente relevantes. Embora ainda sujeito a validação, o trabalho reforça o potencial do método como linha de frente para casos com anomalia fetal identificada por ultrassom.

Profissionais não envolvidos no estudo comentaram o avanço técnico, destacando que a abordagem permite diagnóstico precoce sem risco de aborto associado a procedimentos invasivos. Observou-se, contudo, a possibilidade de identificar genes de significado desconhecido, o que pode gerar ansiedade parental e caminhos de vigilância desnecessários.

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