- A Vale investiu R$ 200 milhões na remodelação da Usina Conceição 2, em Itabira (MG), tornando-a 100% controlada digitalmente e operada remotamente a partir de um centro de operações a 3 quilômetros de distância.
- A usina modelo elevou a capacidade de beneficiamento de 9 milhões para 11,2 milhões de toneladas por ano em três meses e aumentou em 40% a produção de pellet feed de redução direta, chegando a quase 8 milhões de toneladas.
- O projeto envolveu mais de 100 câmeras, cerca de 7.300 instrumentos e 400 variáveis, com 51 soluções criadas para eliminar gargalos e melhorar a operação.
- A Vale planeja replicar o modelo em Brucutu, até o final de 2027, e em Vargem Grande, no ano seguinte; Brucutu tem capacidade equivalente a três vezes Conceição 2, ou seja, 30 milhões de toneladas por ano.
- A iniciativa reduz a exposição de trabalhadores a riscos, treinou 122 profissionais para operar a usina digital e mantém funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana.
A Vale investiu 200 milhões de reais na remodelação da Usina Conceição 2, em Itabira (MG). A nova fase utiliza inteligência artificial para operar a usina de beneficiamento de minério 100% digital, com centro de operações a 3 quilômetros da unidade. A decisão visa ampliar eficiência, segurança e competitividade na mineração.
O projeto envolve a implantação de um Centro de Operações Integradas, com infraestrutura digital avançada, sensores, câmeras e sistema de controle remoto. Em 18 meses, a automação integrada substituiu parte da atuação humana na operação diária.
A usina passou a ser operada remotamente a partir do centro, mantendo apenas interventores em campo quando necessário. O ganho inicial registrado em três meses foi de 25% na capacidade de beneficiamento anual, de 9 milhões para 11,2 milhões de toneladas.
Ao mesmo tempo, a produção de minério premium aumentou 40%, chegando a quase 8 milhões de toneladas do total. O produto PFRD tem teor de ferro entre 67% e 68%, e busca reduzir emissões na produção de aço via redução direta.
Outra melhoria aponta para a redução de 26% no teor de ferro no rejeito, reduzindo o volume destinado a áreas de disposição. A taxa de recirculação de água no processo subiu para 92%.
A usina modelada permitiu ainda aproveitar minério itanbiritito dolomítico das concessões de Itabira, incluindo reservas que passarão a integrar o inventário da Vale. A empresa reavalia periodicamente o potencial das áreas de concessão.
Até então, as reservas para Itabira eram avaliadas com base em informações antigas; a Vale afirma manter atualizações constantes sobre o potencial de suas minas e áreas de atuação. Hoje, a produção prevista para as duas unidades de Itabira é de 22 milhões de toneladas neste ano.
A usina Conceição 2 é uma etapa de modernization que acompanha a paralisação da usina do Cauê, também em Itabira, para recomposição ambiental e modernização de instalações. A Vale destaca que a transformação segue alinhada ao conceito de mineração 4.0.
Câmeras, sensores e automação compõem o aparato tecnológico da unidade. Ao todo, foram instalados mais de 100 dispositivos de monitoramento e cerca de 7.300 instrumentos. O sistema contempla mais de 400 variáveis operacionais.
Para operar Conceição 2, a Vale treinou 122 profissionais entre operadores, instrumentistas e líderes de operações, que passam por simulações antes de atuar na planta. A unidade funciona 24 horas, todos os dias, em turnos contínuos.
A empresa planeja levar o modelo de usina para outras unidades em Minas Gerais, com projeção de replicação em Brucutu, até o fim de 2027, e em Vargem Grande, no ano seguinte, ampliando o parque de produção com digitalização total.
O projeto integra a estratégia da Vale de ampliar eficiência, reduzir custos e reduzir impactos ambientais, mantendo a liderança tecnológica no mercado de mineração global. O Centro de Operações Integradas fica na própria unidade, centralizando o monitoramento de toda a operação.
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