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Canetas para emagrecer ganham espaço na beleza, com riscos à saúde

Uso de canetas GLP-1 para emagrecer ganha popularidade, mas envolve riscos à saúde e exige indicação médica e acompanhamento rigoroso

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  • Canetas emagrecedoras com GLP‑1, como Mounjaro e Ozempic, passaram a ser usadas para reduzir apetite e facilitar a perda de peso.
  • A Anvisa autorizou o uso do Mounjaro para controle crônico do peso em casos de obesidade (IMC acima de 30) ou sobrepeso (IMC acima de 27) com doenças associadas.
  • O uso sem indicação médica envolve riscos à saúde, automedicação e importação, com relatos de dependência psicológica e busca por resultados rápidos.
  • O mercado oficial cresceu nos últimos anos: 4,68 milhões de caixas vendidas em 2023, 5,66 milhões em 2024 e 8,32 milhões em 2025.
  • Médicos destacam que o tratamento pode ajudar pessoas com obesidade e comorbidades, mas requer acompanhamento para evitar efeitos colaterais como náuseas, vômitos, desidratação, queda de cabelo, pancreatite e cálculos biliares, além de possível reganho ao interromper.

O uso de canetas injetáveis para emagrecimento ganhou espaço na rotina de beleza, com relatos de adesão mais ampla. Profissionais destacam que o tema envolve saúde, ética e consumo responsável, além de pressões sociais por corpos magros.

Pesquisas e relatos mostram que medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Saxenda passaram a ser usados por pessoas que buscam perder peso ou manter resultados. A prática é observada tanto em consultórios quanto em redes sociais.

Anvisa reconheceu, há um ano, o uso de Mounjaro no controle crônico do peso, em casos específicos de obesidade ou sobrepeso com comorbidades. O objetivo é tratar a obesidade, não apenas reduzir medidas.

Especialistas ressaltam riscos do uso indiscriminado e a falta de dados sobre uso fora de indicações médicas. A automedicação é difundida, com remédios circulando por meio de redes sociais e importação.

O mercado de canetas emagrecedoras cresceu de forma expressiva: 4,68 milhões de caixas vendidas em 2023, para 5,66 milhões em 2024 e 8,32 milhões em 2025, apenas nas vendas oficiais, segundo a Anvisa.

Médicos destacam que a procura está ligada a padrões estéticos e à ideia de magreza como status social, em um quadro que pesquisadores chamam de economia moral do corpo. A preocupação é manter massa magra durante a perda de peso.

Tayná Santiago, médica nutróloga, observa ciclos curtos de uso e defesa do remédio em casos de obesidade. Ela aponta que manter resultados exige acompanhamento médico, terapia e autoconhecimento para evitar compulsões.

Entre pacientes e setores médicos, cresce a discussão sobre uso responsável. A ideia é que a medicação seja parte de um plano mais amplo, incluindo hábitos saudáveis e acompanhamento clínico, sem romantizar a dependência psicológica.

Especialistas avaliam que interrupções abruptas do tratamento podem levar a recidiva de peso e comprometer benefícios metabólicos. Pesquisas indicam necessidade de tratamento prolongado para manter resultados em obesidade.

Diversas autoridades recomendam cautela: o uso sem indicação médica pode trazer náuseas, vômitos, desidratação, queda de cabelo e, em casos graves, risco de pancreatite e cálculos biliares.

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