- O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela primeira vez, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição para cortar geração e evitar pane no Sistema Interligado Nacional (SIN).
- A medida ocorreu por excesso de geração, em um momento de alta produção solar e baixa demanda, e não por falta de energia.
- Pedro Rodrigues, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), aponta que o episódio mostra um desafio crescente para a operação do sistema elétrico.
- O especialista compara o caso brasileiro ao apagão de abril de 2025 na Espanha e em Portugal, com alta participação de renováveis e baixa inércia.
- Soluções citadas envolvem baterias, termoelétricas e incentivos para alinhar consumo com geração; não há solução única.
O Poder360, em parceria com o CBIE, veicula neste sábado o episódio 165 do Infra em 1 Minuto. Pedro Rodrigues, especialista em óleo e gás, analisa o acionamento inédito do ONS para usar o Plano Emergencial de Excedentes na Rede de Distribuição. A medida visou evitar pane no SIN.
O acionamento ocorreu no domingo (12.jun), em meio a alta geração solar e carga ainda reduzida. Não houve falta de energia, mas sobrou energia suficiente para acionar o plano emergencial, segundo Rodrigues. A ideia é manter o equilíbrio instantâneo entre produção e consumo.
Para o especialista, o episódio evidencia desafios crescentes na operação do sistema elétrico brasileiro, que precisa lidar com excedentes sazonais sem comprometer a安全 do SIN. O comentário não discorre contra renováveis, mas aponta a necessidade de planejamento diante de expansão acelerada.
Contexto técnico
Rodrigues compara o cenário brasileiro a apagão de abril de 2025 na Espanha e em Portugal, com alta penetração de renováveis e baixa inércia. A análise aponta limites da geração limpa sem mecanismos de acompanhar o consumo.
O conjunto de soluções pode incluir baterias, termelétricas e incentivos para aproximar demanda e geração. Algumas medidas são mais rápidas, outras requerem tempo, custos e infraestrutura adicionais.
Medidas e perspectivas
O especialista afirma que o Brasil tem energia disponível, mas precisa operar o sistema com segurança em maior participação de fontes renováveis. Não existe uma solução única, e o desafio é evitar respostas simplistas diante de problemas complexos.
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