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Por que o cheiro de chuva agrada o cérebro

Petricor: o aroma liberado quando a chuva encontra solo seco, resultado da geosmina e de microrganismos, plantas e do cérebro humano

O cheiro da chuva tem química, biologia e um efeito surpreendente no cérebro. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • O cheiro da chuva é chamado petricor, resultado da combinação de óleos de plantas, substâncias dos microrganismos do solo e partículas liberadas pelo ar durante as gotas.
  • Quando a chuva atinge solo seco, bolhas de ar levam ao ambiente pequenas moléculas aromáticas, espalhando o odor.
  • A geosmina, molécula produzida por bactérias do solo (actinomicetos), é um componente central do petricor e é detectada pelo olfato humano mesmo em concentrações muito baixas.
  • O olfato tem ligação direta com regiões do cérebro que controlam emoção e memória, o que ajuda a explicar a sensação de bem-estar associada ao cheiro.
  • O petricor mostra como microrganismos, plantas, água, atmosfera e cérebro humano trabalham juntos para criar essa percepção sensorial.

O aroma que surge logo após as primeiras gotas de chuva tem explicação científica. Conhecido como petricor, ele resulta da interação entre plantas, microrganismos do solo e o ambiente ao redor. O fenômeno acontece quando a chuva atinge solo seco.

Não é a água da chuva que cheira, mas a mistura de substâncias acumuladas no ar durante tempos secos. Óleos das plantas, compostos de microrganismos do solo e partículas levadas pelo vento entram na composição do perfume.

A geosmina é uma das moléculas-chave do petricor. Produzida por bactérias do solo, especialmente actinomicetos, ela confere um aroma terroso característico. O olfato humano detecta a geosmina mesmo em concentrações muito baixas.

A percepção do cheiro está ligada a áreas do cérebro ligadas a emoção e memória. Isso explica, em parte, por que o olfato de terra molhada costuma provocar bem-estar, associando a chuva a água, plantas e sobrevivência.

Quando a chuva começa, milhões de partículas com geosmina e outros compostos são liberadas ao ar. Elas chegam aos receptores olfativos em segundos e ativam uma cadeia de respostas neurológicas, sem que percebamos o mecanismo completo.

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