- Em 21 de março de 1962, um urso chamado Yogi foi ejetado de uma cápsula de escape de um bombardeiro Convair B-58 Hustler a cerca de 35 mil pés, em voo a Mach 1,3.
- A cápsula protegia o ocupante com ambiente pressurizado e seccionava o equipamento após a ejeção, com o paraquedas abrindo posteriormente.
- Yogi pousou com segurança após sete minutos e quarenta e nove segundos, sem ferimentos aparentes, e o teste foi considerado bem-sucedido.
- O experimento é alvo de críticas éticas hoje, já que o animal foi sacrificado para exame de órgãos internos.
- O episódio ajudou a aperfeiçoar o sistema de escape do B-58, que passou a equipar a aeronave, ressaltando que o primeiro ser vivo a sobreviver a uma ejeção supersônica foi o piloto George Smith, em mil novecentos e cinquenta e cinco.
Na década de 1960, os Estados Unidos buscaram soluções para tornar seguros os abandos de aeronaves em situações de alta velocidade. Para isso, a Força Aérea decidiu testar um novo sistema de escape em um animal, antes de utilizá-lo em pilotos. O objeto da experiência foi um urso.
Em 21 de março de 1962, Yogi, um urso negro, foi colocado em uma cápsula de escape acoplada a um bombardeiro Convair B-58 Hustler. O teste ocorreu em voo supersônico, com o B-58 operando a Mach 1,3, a cerca de 1.400 km/h. O equipamento foi avaliado em condições controladas para verificar proteção e funcionamento.
O que aconteceu e como funcionou
A cápsula de escape envolvia completamente o ocupante, mantinha ambiente pressurizado e se isolava da aeronave ao abandonar o objetivo. Um foguete impulsionou a cápsula para longe do avião, seguida pela abertura do paraquedas. Yogi pousou com segurança após quase 7 minutos e meio de descenso, sem ferimentos aparentes.
Envolvidos e contexto técnico
A experiência envolveu a equipe da Força Aérea dos EUA e equipes de teste de sistemas de ejeção. A escolha pelos ursos negro levou em conta características físicas utilizadas como comparação com humanos, para entender impactos do vento e das forças aerodinâmicas. O teste validou a viabilidade do sistema para elevar as chances de sobrevivência das tripulações.
Questões éticas e desdobramentos
O episódio é objeto de críticas éticas hoje, pois envolve uso de animais em pesquisas aeronáuticas. A sobrevivência de Yogi foi atestada, mas o animal foi posteriormente sacrificado para avaliação médica de órgãos internos. Outros ursos participaram de testes semelhantes durante o desenvolvimento da cápsula.
Legado histórico
O teste de ejeção supersônica com Yogi ficou marcado como pioneiro no uso de animais em avaliações de sistemas de escape. O primeiro ser vivo a sobreviver a uma ejeção supersônica em voo não emergencial foi o piloto George Smith, em 1955, a Mach 1,05, em outro contexto.
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