- O conselho consultivo quântico da Coinbase pediu que desenvolvedores de blockchain comecem a migrar para criptografia resistente a quânticos já, sem esperar consenso sobre moedas vulneráveis.
- O relatório aponta que milhões de bitcoins podem ficar em risco, especialmente em endereços legados cujas chaves públicas já estão expostas, estimando cerca de 7 milhões de BTC vulneráveis.
- Três opções para moedas que não migrarem: congelá-las permanentemente, não agir e deixar usuários decidirem, ou adotar medidas intermediárias como limitar movimentação por bloco ou aceitar provas criptográficas alternativas.
- A discussão ocorre enquanto outras redes estudam a transição para segurança pós-quântica, como a Ethereum Foundation e projetos ligados ao Stellar.
- O objetivo é evitar que a ameaça quântica se torne urgente, preparando a indústria antes de pressões externas ou falhas de segurança.
O conselho consultivo quântico da Coinbase orienta desenvolvedores de blockchain a iniciar a migração para soluções pós-quânticas já. O objetivo é evitar que moedas vulneráveis fiquem expostas sem que haja acordo sobre o destino de ativos legados. A recomendação chega com base no relatório divulgado na quinta-feira.
Segundo o documento, nenhum computador quântico atual supera a criptografia usada hoje, mas os prazos são incertos. A indústria precisa se preparar antes que a ameaça se torne efetiva, para reduzir riscos de perda de valores em endereços legados.
O grupo, criado em janeiro, reúne pesquisadores de universidades e do setor para estudar os riscos quânticos sobre redes como Bitcoin e Ethereum. Entre os membros estão representantes de Stanford, UT Austin, Ethereum Foundation e outras instituições.
O relatório também aponta que milhões de Bitcoins podem estar vulneráveis em endereços com chaves públicas expostas. Estima-se que cerca de 7 milhões de BTC estejam em risco devido à reutilização de endereços ou proprietários que não migraram.
Propostas para moedas vulneráveis
O conselho apresenta três caminhos possíveis para ativos que não migrarem para endereços seguros: congelar ou queimar as moedas após um prazo; manter o status quo e abrir espaço para decisões dos usuários; ou adotar medidas intermediárias, como limitar movimentações por bloco ou usar provas criptográficas diferentes, permitindo migração antecipada sem mover fundos publicamente.
As opções podem ser combinadas, segundo o relatório, já que cada uma oferece vantagens distintas. O objetivo é manter a integridade da rede enquanto se reduz a exposição a ataques quânticos.
O texto também contextualiza a preparação de outras redes para o cenário pós-quântico. Em janeiro, a Ethereum Foundation formou uma equipe para planejar a transição; em fevereiro, Vitalik Buterin delineou um roteiro. Em abril, o conselho da Coinbase alertou para vulnerabilidades em redes proof-of-stake.
A Stellar Development Foundation já divulgou um roteiro de migração para criptografia resistente a ataques quânticos. Bitcoin permanece em debate sobre como lidar com moedas que nunca foram movidas e com aquelas que não migram, sem comprometer a propriedade.
Segundo o porta-voz do Conselho Consultivo da Coinbase, a preparação é essencial antes de a situação exigir decisões rápidas. A posição é de que ativos dos clientes estão seguros hoje, mas a indústria não pode considerar a ameaça como irrelevante.
Este texto foi traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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