- Estudo conjunto entre NASA e instituições brasileiras analisou a água subterrânea no Brasil entre 2002 e 2023.
- Publicação no Science Advances, em 3 de junho, aponta queda no reabastecimento de aquíferos cruciais para o país.
- Dados de satélite GRACE e GRACE Follow-On, combinados com inteligência artificial, resultaram em mapas de 8,5 milhões de km².
- Fatores como secas, desmatamento, agricultura, mineração e maior extração ajudam a sobrecarregar aquíferos que fornecem 55% da água do Brasil.
- Regiões da bacia amazônica mostram oscilações sazonais; áreas com uso intenso da terra apresentam esgotamento mais persistente, semelhante ao observado em países com aquíferos explorados.
A NASA, em parceria com instituições brasileiras, analisou a água subterrânea no Brasil entre 2002 e 2023. O estudo, publicado em Science Advances, aponta declínio no reabastecimento de aquíferos cruciais para o país. A pesquisa usa dados de satélite para mapear reservas subterrâneas.
Especialistas combinaram observações de satélite com medições de poços, dados geológicos e padrões de uso da água. O objetivo foi entender como a água subterrânea tem se comportado ao longo de duas décadas no Brasil.
Entre 2002 e 2023, os pesquisadores identificaram reduções de recarga em aquíferos centrais e leste do Brasil, áreas com relevância para a produção agrícola e abastecimento humano. O estudo indica pressões acumuladas sobre esse recurso.
Quem participou e como ocorreu a investigação
A colaboração envolveu cientistas da NASA e pesquisadores de instituições brasileiras. O uso de inteligência artificial integrou dados de satélite GRACE e GRACE Follow-On com medições terrestres para gerar mapas de alta resolução.
Os mapas abrangem uma área de aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território nacional. Eles mostram variações sazonais na Bacia Amazônica e esgotamento persistente em regiões com expansão agrícola.
Por que o estudo importa
Os resultados sugerem que o Brasil começa a apresentar perdas de água subterrânea comparáveis às de aquíferos muito explorados em países como EUA, Irã, Índia e Bangladesh. O cenário reforça a necessidade de políticas de manejo hídrico mais eficientes. A pesquisa contribui para entender riscos futuros de abastecimento.
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