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Bibliotecas do futuro chegam a cidade chinesa líder em tecnologia

Em Shenzhen, bibliotecas com cofres ultraprofundos, robôs e bancas automáticas redefinem o acesso a livros no centro tecnológico da China

Shenzhen Zhongshuge — Foto: Daniela Tofóli
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  • Shenzhen abriga bibliotecas futuristas: a maior, com setenta e dois mil metros quadrados, tem seis andares acima do solo e três subterrâneos, conectados por um sistema automatizado de classificação de títulos.
  • O cofre subterrâneo, com o tamanho de sete quadras de basquete, funciona com robôs que identificam pedidos e entregam aos leitores em cerca de oito minutos.
  • A biblioteca domina pelo design e pela ocupação de jovens, com espaços silenciosos, cabines para atender chamadas e devolução de livros por máquinas.
  • Fora do prédio, uma banca-biblioteca funciona sozinha na calçada para pegar ou devolver itens rapidamente.
  • Em outras áreas, a livraria Shenzhen Zhongshuge traz uma serpente luminosa que envolve o salão, e a livraria Yuxin oferece túneis de luzes e ambientes temáticos voltados à imersão literária.

A cidade de Shenzhen, no sul da China, já parece avançar no tempo. Com mais de 17 milhões de habitantes, a metrópole é referência em tecnologia, com drones de entrega, robôs de limpeza e carros autônomos circulando pelas vias. Entre as curiosidades, destacam-se bibliotecas com design futurista que atraem visitantes de diversos perfis.

Na região norte, a Biblioteca Pública de Shenzhen tem 72 mil m² de área construída. O espaço abriga 8 milhões de obras distribuídas em seis andares acima do solo, mais três subterrâneos dedicados ao armazenamento. Nesse último nível fica o cofre que utiliza um sistema automatizado para classificar e localizar títulos.

O mecanismo subterrâneo funciona com robôs que identificam pedidos e os enviam, por elevadores gigantes, até o leitor em cerca de oito minutos. O conjunto funciona de forma integrada, com aisles automatizados e um cadastro inteligente de títulos, proporcionando acesso rápido aos volumes.

O projeto foi assinado pelo estúdio alemão KSP Jürgen Engel Architekten. O complexo recebe milhares de visitantes e abriga espaços de estudo com 2.500 cadeiras, cabines para teleatendimento e áreas de devolução automatizadas. Fora da edificação, uma banca automática facilita a retirada de livros para quem passa pela calçada.

Na livraria Shenzhen Zhongshuge, do escritório X+Living, a construção impressiona pela forma: uma serpente que percorre o salão principal. A estrutura espiral emite uma impressão de continuidade, com estantes que parecem se estender sem fim, convidando a navegação entre gêneros literários.

Entre as soluções de design, a sala ao lado destaca livros clássicos em um ambiente com espelhos que criam a ilusão de estantes flutuantes. Em terceiro espaço, a área infantil funciona como um parque literário, que atrai famílias e curiosos em busca de experiências imersivas.

A livraria Yuxin, instalada entre empresas de tecnologia, chama atenção pelas espirais de luz que formam dois túneis literários. A experiência de imersão oferece profundidade visual e elegância, com paredes decoradas com citações de obras chinesas. Um café, uma mini-arquibancada e o espaço infantil completam o ambiente.

A proposta dos espaços é ampliar o acesso à leitura por meio de ambientes inovadores. Em Shenzhen, as bibliotecas combinam tecnologia, arquitetura arrojada e serviços automatizados para facilitar o empréstimo, a devolução e a consulta de obras. Os projetos ressaltam o papel das bibliotecas como centros de conhecimento e cultura na cidade.

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