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Ciência aponta dois tipos de autismo: hiperconectividade e hiponectividade

Estudo internacional identifica dois perfis biológicos de autismo: hipoconectividade e hiperconectividade, abrindo caminho para diagnósticos mais precisos

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  • Um estudo internacional aponta dois subtipos biológicos de autismo: hipoconectividade e hiperconectividade entre regiões cerebrais.
  • A análise envolveu ressonância magnética funcional de 940 pessoas com autismo e mais de mil neurotípicas.
  • Pesquisadores também avaliaram 20 modelos de camundongos geneticamente modificados para entender os mecanismos por trás das alterações.
  • A descoberta sugere que podem existir mais tipos de autismo, o que pode favorecer diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados no futuro.
  • O estudo foi conduzido pelo Instituto Italiano de Tecnologia, pelo Child Mind Institute e pela Universidade de Trento, e publicado na Nature Neuroscience.

Um estudo internacional aponta que o autismo pode envolver pelo menos dois subtipos biológicos distintos, cada um com um padrão diferente de comunicação entre regiões do cérebro. O achado surge como um passo para diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados no futuro.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), do Child Mind Institute, em Nova York, e da Universidade de Trento. Foi publicada na revista Nature Neuroscience, fortalecendo a hipótese de heterogeneidade no transtorno.

Foram analisadas imagens de ressonância magnética funcional de 940 jovens e adultos com autismo, comparadas a mais de mil indivíduos neurotípicos. Também participaram 20 modelos de camundongos geneticamente modificados para entender os mecanismos.

Dois padrões diferentes de conectividade cerebral

O primeiro grupo exibiu hipoconectividade, com menor comunicação entre regiões cerebrais. Esse padrão foi associado a alterações nas sinapses, estruturas-chave da transmissão entre neurônios.

O segundo grupo apresentou hiperconectividade, com conectividade acima do normal entre áreas do cérebro, o que pode dificultar a comunicação entre diferentes regiões.

Os autores destacam que ainda podem existir mais tipos de autismo. A pesquisa sugere que o reconhecimento de subtipos pode orientar diagnósticos mais precisos no futuro.

Implicações e próximos passos

Os especialistas ressaltam que a abordagem com RMf ajuda a mapear o funcionamento cerebral em diferentes perfis. Os resultados abrem caminho para investigações que ampliem o entendimento biológico do transtorno.

A equipe enfatiza a necessidade de estudos adicionais para confirmar os achados e entender como cada padrão se relaciona a características clínicas e ao desenvolvimento dos indivíduos.

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