- Cerca de 8 milhões de brasileiras convivem com endometriose, doença ainda subdiagnosticada e subtratada, que leva, em média, sete anos para ser diagnosticada.
- O governo anunciou o maior investimento da história na área: 60 milhões de reais para pesquisas sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual.
- Do total, 50 milhões serão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) via chamada pública; 10 milhões vêm do Instituto Alana para criar uma rede nacional de pesquisa.
- O anúncio foi feito no dia 9 de junho, na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília.
- Autoridades destacaram a importância do investimento: o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, que comentou a falta de conhecimento sobre a doença.
O governo brasileiro anunciou o maior investimento da história para endometriose, dor pélvica e saúde menstrual: R$ 60 milhões destinados à pesquisa científica e ao desenvolvimento de tecnologias. O anúncio ocorreu em 9 de junho, na sede do MCTI, em Brasília.
Metade do recurso, R$ 50 milhões, virá do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para propostas aprovadas em chamada pública. Outros R$ 10 milhões serão doados pelo Instituto Alana para estruturar uma rede nacional de pesquisa.
A Endometriose afeta cerca de 8 milhões de brasileiras, segundo o Ministério da Saúde. A doença permanece subdiagnosticada e subtratada, com diagnóstico típico após uma média de sete anos.
A condição é marcada por dor pélvica intensa, cólicas que se agravam com o tempo e alterações intestinais ou urinárias. Especialistas destacam a heterogeneidade da doença e a possível relação com alterações do sistema imunológico.
Dados de pesquisadores independentes mostram que dores menstruais fortes atingem boa parte das alunas do ensino fundamental e médio, levando a faltas frequentes. A invisibilidade da doença pode atrasar diagnóstico e tratamento adequados.
O anúncio contou com a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva, que mencionou a necessidade de acelerar o tema na política pública. A iniciativa busca ampliar a atenção e os investimentos em saúde feminina.
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