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Estudo aponta comportamento inesperado em usuários de canetas emagrecedoras

Estudo com análogos de GLP‑1 aponta queda nos passos e no exercício após o início do tratamento, indicando risco de perda de massa magra

Segundo especialistas, o uso das canetas emagrecedoras provoca uma queda drástica nos passos diários dos pacientes
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  • Estudo do Hospital HSHS St. John’s, EUA, acompanhou adultos que iniciaram tirzepatida e semaglutida, comparando passos e atividades antes e depois da primeira dose.
  • Média de passos diários caiu de 5.047 para 4.487.
  • Tempo dedicado a atividades moderadas ou vigorosas caiu de 28 para 22 minutos diários.
  • Reduções mais acentuadas ocorreram entre homens e pessoas com dores musculares ou articulares.
  • Resultados serão discutidos no ENDO 2026, destacando que o exercício não pode ser opcional no tratamento com essas medicações.

Uma pesquisa do Hospital HSHS St. John’s, nos Estados Unidos, analisa o comportamento de pacientes que usam GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. O estudo acompanhou adultos iniciando terapias com tirzepatida e semaglutida, cruzando prontuários com dados de rastreadores Fitbit. O objetivo foi entender o impacto na atividade física após o início do tratamento.

Ao comparar o antes e depois do uso, constatou-se queda expressiva na prática diária de exercícios e nos passos. A média de passos diários caiu de 5.047 para 4.487, enquanto o tempo em atividades moderadas ou vigorosas recuou de 28 para 22 minutos.

Reduções e quem são mais afetados

Homens mostraram quedas maiores no ritmo de movimento, assim como pessoas com dores musculares ou articulares. Fatores como histórico de AVC, insuficiência cardíaca e idade não explicaram as mudanças observadas no comportamento.

Perigos da perda de massa magra

Especialistas ressaltam que a perda de massa muscular é uma preocupação do tratamento. Sem estímulos adequados, o corpo pode eliminar músculos junto com a gordura, prejudicando a saúde metabólica a longo prazo.

A pesquisadora principal, Sajana Maharjan, aponta que a ideia de que emagrecimento automaticamente aumenta a atividade física é contestada pelo estudo. Ela afirma que o exercício não pode ser opcional para quem utiliza essas terapias.

Intervenção médica e próximos passos

As conclusões preliminares serão apresentadas no ENDO 2026, congresso da Sociedade de Endocrinologia em Chicago. O evento deve discutir estratégias para manter o movimento corporal aliado ao emagrecimento, visando resultados saudáveis e duradouros.

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