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Margareth Dalcolmo explica por que chama indústria do tabaco de diabólica

Margareth Dalcolmo chama indústria do tabaco de diabólica, destacando aumento do consumo, riscos do vaping e lobby no Congresso

Margareth Dalcolmo é a convidado do programa semanal da coluna GENTE - (Reprodução/VEJA)
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  • Margareth Dalcolmo, convidada da coluna Gente, fala sobre a nova institucionalidade de Estado para preparar pandemias e manter recomendações de saúde independentes de governos.
  • Em relação ao Ebola, cita dois casos suspeitos descartados no Brasil, com Fiocruz e Hospital Emílio Ribas como centros de referência para testes, tratamento e rastreamento de contatos.
  • Critica o negacionismo das vacinas, reforçando a importância da vacinação para evitar doenças graves e sequelas em crianças.
  • Comenta sobre a indústria do tabaco e o vape, destacando os impactos da taxação, a queda no fumo e os riscos do cigarro eletrônico, que classifica como produto prejudicial.
  • Aponta o maior desafio da saúde pública no Brasil: fortalecer o Sistema Único de Saúde, ampliar gasto e investir em envelhecimento da população, tecnologia e capacitação.

Margareth Dalcolmo, 71, é pneumologista da Fiocruz e uma das vozes da ciência durante a pandemia. Em entrevista à coluna GENTE, ela aborda temas como institucionalidade para novas epidemias, riscos de saúde pública e o combate ao tabagismo no Brasil.

A médica prefere falar em termos de políticas públicas consistentes e de longo prazo, destacando a importância de manter recomendações sanitárias mesmo com mudanças de governo. Ela ressalta aprendizado da Covid-19 para fortalecer o SUS.

Dalcolmo lembra que o Brasil criou, ao longo de décadas, uma política anti-tabagismo de sucesso e alerta para os efeitos da indústria do cigarro no parlamento. Também discute o crescimento do vaping e seus riscos.

Lições da pandemia

Ela afirma que o Brasil precisa manter uma nova institucionalidade de Estado para enfrentar futuras epidemias, assegurando atuação eficaz independentemente de governantes. O objetivo é proteção aos vulneráveis e adesão a medidas.

Ebola e vigilância

Segundo a pesquisadora, houve dois casos suspeitos de ebola no país, descartados. Fiocruz e Hospital Emílio Ribas são referências para testes e tratamento, com controle de rastreamento de contatos e treinamento de profissionais.

Vacinas e financiamento

Dalcolmo critica a desinformação sobre vacinas e defende a obrigatoriedade como ferramenta de saúde pública. Também aponta cortes em pesquisas nos EUA e o impacto na disponibilidade de vacinas e programas de saúde.

Tabaco, cigarro eletrônico e regulação

Ela destaca a redução histórica do tabagismo no Brasil, resultado de impostos, educação e fiscalização. Com o vape, alerta sobre a alta concentração de nicotina e componentes nocivos, chamando a indústria de “diabólica” pela busca de lucro.

Sandários sobre políticas públicas

A pesquisadora critica o Congresso pela regulamentação de produtos de tabaco, argumentando que custos de tratamento de doenças relacionadas superam a arrecadação. Defende fortalecimento do SUS e maior investimento em saúde.

Saúde pública e envelhecimento

O grande desafio, segundo Dalcolmo, é ampliar o financiamento do SUS para acompanhar o envelhecimento da população. Ela cita a necessidade de vaccinas específicas para idosos e de tecnologia para diagnóstico precoce.

Séries médicas e reconhecimento

Dalcolmo comenta que séries médicas têm ajudado a valorizar profissionais da saúde. Ela reforça que inspirações de figuras como Nise da Silveira e Zilda Arns ampliam o impacto da pneumologia social.

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