Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Planta tem memória? Estudo aponta defesa contra praga

Estudo sugere que plantas criam defesa durável após infecção, com moléculas mensageiras que reduzem sintomas em reinfecções, abrindo caminho contra o greening

Greening é uma das doenças mais destrutivas dos citros no mundo
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores da Embrapa de Cruz das Almas (BA) e da UFSCar, em três anos de estudo, investigaram como as plantas reagem à gomose e ao greening, a doença mais destrutiva dos citros no mundo.
  • Os experimentos mostraram que, ao primeiro ataque, a planta aumenta a produção de substâncias defensivas.
  • Em infecções subsequentes pelo mesmo ou por outro patógeno, essas substâncias atuam como mensageiras químicas, fortalecendo a defesa.
  • Segundo a pesquisadora Maria Fátima da Silva, as substâncias funcionam como uma “vacina” natural, deixando a planta mais protegida na reinoculação e reduzindo os sintomas.
  • Embora ainda sejam necessários mais estudos, os resultados trazem esperança para produtores agrícolas no combate ao greening.

Duas instituições brasileiras reuniram dados por três anos para entender como as plantas respondem a infecções por patógenos, com foco na gomose e no greening, doença devastadora dos citros. O estudo foi conduzido pela Embrapa, em Cruz das Almas (BA), em colaboração com a UFSCar, de São Carlos (SP), buscando evidências de um possível mecanismo de memória da planta.

Os pesquisadores acompanharam respostas de plantas expostas a infecções pela primeira vez e, posteriormente, a reinfecções. A hipótese é de que, na segunda vez, as plantas já acionam defesas mais rapidamente, com redução de danos. A equipe analisou mudanças químicas na planta e a atuação de substâncias defensivas.

O Projeto envolve especialistas em química da UFSCar que descrevem as substâncias como mensageiras químicas, capazes de sinalizar aos tecidos a necessidade de defesa ativada. Ainda conforme a pesquisa, uma reinoculação pode resultar em sintomas menos intensos, sugerindo um efeito parecido com uma vacina natural para plantas.

Possível aplicação contra o greening

Os resultados apontam que esse mecanismo de defesa pode abrir caminho para novas estratégias no combate ao greening, a doença mais destrutiva entre os citros. As primeiras evidências indicam melhorias na resposta de plantas previamente expostas a infecções, o que pode influenciar práticas de manejo e seleção de plantas.

Embora os dados sejam promissores, os pesquisadores destacam a necessidade de mais estudos para confirmar o mecanismo e definir aplicações práticas. A expectativa é de que o conhecimento gere soluções que atuem de forma sustentável na produção de citros, reduzindo impactos da doença.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais