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Anticorpo francês enfrenta resistência da quimioterapia no câncer de pâncreas

Anticorpo NP137, em fase de testes, bloqueia resistência do câncer de pâncreas à quimioterapia, em sinergia com daraxonrasib, aumentando sobrevida e resposta

O pesquisador Patrick Mehlen em seu laboratório em Lyon, na França.
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  • Cientistas franceses desenvolveram o anticorpo NP137, que atua como tratamento coadjuvante no câncer de pâncreas, bloqueando a netrina‑1 e a transição epitélio-mesenquimal, para melhorar a resposta à quimioterapia.
  • Em um ensaio de fase 1b com 43 pacientes, não houve sinais de toxicidade e a combinação com quimioterapia mostrou melhora na resposta tumoral.
  • A pesquisa aponta sinergia entre NP137 e a quimioterapia, e a expectativa é associar o anticorpo ao daraxonrasib, que pode estar disponível em 2027.
  • Pacientes que apresentam o receptor da netrina‑1 tiveram maior sobrevida, menos recidivas e uma chance maior de cirurgia após o tratamento, chegando a até quarenta por cento nesse grupo.
  • Os resultados foram apresentados no congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO) em Chicago, com foco em câncer de pâncreas localmente avançado.

O anticorpo NP137, desenvolvido por pesquisadores franceses, atua como tratamento coadjuvante no câncer de pâncreas. O estudo aponta que, aliado à quimioterapia, ele bloqueia um mecanismo de resistência das células tumorais. Resultado publicado na Nature, em abril, aponta avanços promissores.

A pesquisa foi conduzida por cientistas do CNRS, do Centro Léon Bérard e da Universidade Claude Bernard Lyon 1. O trabalho foi liderado pelo pesquisador Patrick Mehlen. A equipe descreve o impacto do NP137 na sinalização da netrina‑1, relacionada à mobilidade das células.

A fase clínica em questão foi de 1b, envolvendo 43 pacientes com tumor localmente avançado e contraindicação cirúrgica. O estudo avaliou a segurança do anticorpo e a resposta à quimioterapia associada, sem sinais de toxicidade relevantes.

A combinação com o daraxonrasib, apresentado no último ASCO, é apontada como sinérgica. O objetivo é ampliar a eficácia da quimioterapia, especialmente em pacientes com mutação KRAS presente em cerca de 90% dos casos de pâncreatologia mest.

Dados apresentados no ASCO indicam aumento da sobrevida em pacientes com receptor da netrina‑1. A taxa de operabilidade após tratamento subiu de 6% para até 40% entre quem apresenta esse receptor, segundo os novos resultados.

A próxima etapa envolve comparar diretamente quimioterapia isolada versus quimioterapia com NP137. A pesquisa também avalia a aplicação do anticorpo a outros tumores, como de cabeça e pescoço, em combinações com imunoterapia.

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