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Apollo e Artemis mostram que a humanidade pode chegar à Lua

Artemis mostra que humanos podem retornar à Lua, abrindo caminho para pouso no polo sul e presença sustentável até 2028

Imagem colorida mostra o lado oculto da Lua com a Terra no fundo - Metrópoles
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  • Entre 1968 e 1972, o programa Apollo levou doze astronautas à superfície lunar, gerando dados científicos sobre a geologia da Lua e a história do Sistema Solar.
  • Artemis I, lançado em 16 de novembro de 2022, não levou humanos, mas testou a cápsula Orion com manequins e o escudo térmico, percorrendo cerca de 25,5 dias e atingindo a distância máxima de 432.210 quilômetros da Terra.
  • Artemis II, em abril de 2026, foi a primeira missão com humanos além da órbita da Terra, com a tripulação a bordo da Orion em trajetória translunar, envolvendo testes de suporte à vida, comunicação e desempenho humano, e retorno em 10 de abril de 2026.
  • Artemis III está prevista para meados de 2027 em órbita terrestre baixa, com demonstração de atracamento entre a Orion e lançadores lunares comerciais, preparando o caminho para o pouso humano subsequente.
  • Artemis IV, prevista para início de 2028, visa o primeiro pouso humano na Lua desde 1972, com caminhada próxima ao polo sul lunar, uso de sistemas de pouso comerciais e participação de uma primeira mulher e de um astronauta não branco, estabelecendo bases para presença sustentável e futuras missões a Marte.

Entre 1968 e 1972, a NASA levou doze astronautas à superfície lunar com o programa Apollo. Desde então, houve hiato até o retorno planejado com Artemis, que busca não apenas voltar à Lua, mas estabelecer presença humana estável no regresso ao satélite.

Artemis I abriu a série de missões como teste integrado dos sistemas da nova era. Lançada em novembro de 2022, a cápsula Orion voou sem tripulação e coletou dados sobre radiação, temperatura e desempenho de escudos. A jornada de 25,5 dias somou mais de 2,25 milhões de quilômetros e terminou com amerissagem no Pacífico em dezembro de 2022.

Artemis II levou tripulação pela primeira vez desde Apollo em voos além da órbita baixa da Terra. Em abril de 2026, quatro astronautas concluíram cerca de dez dias em trajetória translunar, usando o SLS e o módulo de serviço europeu. O objetivo foi validar sistemas de vida, navegação, comunicação e resposta humana em ambiente de missão.

Artemis II: detalhes da missão e resultados

A tripulação, batizada de Integrity, integrou Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O módulo europeu, com 33 motores, forneceu propulsão e energia; o conjunto comprovou a viabilidade operacional de voos com humanos além da órbita terrestre baixa.

Durante o trajeto, os astronautas registraram dados de saúde, radiação e desempenho, além de observarem a superfície lunar em condições de silêncio de comunicações por cerca de três horas durante o sobrevoo da face oculta. O retorno ocorreu com amerissagem segura em 10 de abril de 2026, na região do Pacífico perto de San Diego.

O caminho para Artemis III e IV e o objetivo além da Lua

A Artemis III, prevista para 2027, foca no atracamento entre a Orion e lançadores lunares comerciais, em órbita perto do polo sul lunar, com possível pouso humano. Em 2028, a Artemis IV deverá levar quatro astronautas ao espaço lunar, com dois descendo ao solo para coletar amostras e instalar instrumentos científicos.

O plano busca estabelecer uma presença sustentável na Lua, preparando caminhos para missões futuras a Marte. As próximas etapas devem testar sistemas de cooperação com empresas privadas e ampliar o conhecimento sobre recursos lunares, incluindo água em regiões de sombra permanente.

Síntese

O Programa Artemis avança para além de voos de demonstração, apresentando missões com tripulação e foco técnico, científico e logístico. Os resultados influem diretamente no planejamento de pousos no polo sul e na construção de bases lunares permanentes, inaugurando nova era da exploração humana fora da Terra.

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