Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil tem 11 cidades entre as mais expostas a ondas de calor, aponta Oxford

Brasil tem onze cidades entre as mais vulneráveis a ondas de calor segundo Oxford; Manaus lidera entre as brasileiras

Porto de Manaus: capital amazonense fica em terceiro lugar na região e é a cidade brasileira mais vulnerável, segundo o ranking.
0:00
Carregando...
0:00
  • Oxford publicou estudo que analisa 205 cidades com mais de um milhão de habitantes e aponta Basra, no Iraque, como a de maior risco de ondas de calor; entre as brasileiras, Manaus aparece em terceiro na região e Barranquilla lidera entre América Latina e Caribe na 11ª posição global.
  • 95% das cidades mais expostas a ondas de calor ficam no sul e sudeste da Ásia e na África Subsaariana; Índia, Paquistão, Nigéria e Gana concentram mais núcleos de maior risco.
  • No Brasil e na América Latina, cidades como Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Recife e Salvador aparecem entre as mais vulneráveis, com Manaus em destaque regional.
  • O estudo destaca que o risco não depende apenas da temperatura, mas de combinação de fatores socioeconômicos, demografia e infraestrutura, incluindo alta proporção de crianças de até quatro anos e idosos acima de 65, além de falta de alicerces hospitalares adequados.
  • Especialistas defendem que soluções de adaptação não devem copiar modelos de cidades “inteligentes” do Norte Global; enfatizam governança, transparência, redes de alerta precoce e políticas que reduzam desigualdade e promovam planejamento urbano inclusivo.

O Brasil figura entre as nações com maior vulnerabilidade a ondas de calor, segundo estudo da Universidade de Oxford. A análise avalia 205 cidades com mais de um milhão de habitantes, apontando risco elevado diante do aumento das temperaturas globais. O destaque fica para Manaus, Barranquilla e várias capitais brasileiras.

A pesquisa, publicada na revista Sustainable Cities and Society, cruza temperaturas, umidade e fatores sociodemográficos para medir vulnerabilidade. O objetivo é entender como condições urbanas agravam danos à população em períodos de calor extremo.

Entre os resultados está o domínio da África Subsaariana e do sul e sudeste da Ásia em cidades com altas pontuações de risco. Cidades como Basra, Cairo, Bangkok e Jaipur aparecem entre as primeiras posições do ranking.

Vulnerabilidade regional e Brasil

Barranquilla lidera entre as cidades da América Latina e do Caribe, na 11ª posição global. Manaus é a cidade brasileira mais vulnerável, ocupando a 27ª posição no ranking mundial, seguida por outras capitais e grandes centros do Brasil.

A lista brasileira ainda traz Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador entre as primeiras 100 posições. A diversidade regional reforça desigualdades na capacidade de resposta ao calor.

Contexto, fatores de risco e evidências

A análise aponta que o risco real resulta de combinações entre calor, umidade e vulnerabilidade socioeconômica. Crianças até 4 anos e idosos acima de 65 aparecem como grupos especialmente sensíveis, com infraestrutura muitas vezes inadequada.

Especialistas ressaltam que fatores urbanos, como cobertura arbórea desigual e ilhas de calor em áreas asfaltadas, elevam o risco de mortalidade entre os menos favorecidos. A urbanização desordenada intensifica esse efeito.

Casos de sucesso e lições para a região

O estudo cita iniciativas em Bogotá, Medellín, Santiago, Buenos Aires e Cidade do México como exemplos de sustentabilidade e inovação. Transporte público eficiente, mobilidade integrada e gestão de energia reduzem impactos do calor.

Para o continente, a pesquisa recomenda governança mais transparente e estratégias de adaptação que envolvam a cidadania. Medidas sugeridas incluem alertas precoces, redes elétricas fortalecidas e reflorestamento urbano.

Caminhos para a adaptação

Com a população urbana projetada para dois terços da humanidade em 25 anos, a região precisa priorizar adaptação climática. Planos de reflorestamento, normas de construção bioclimáticas e redução da dependência de ar condicionado são apontados como caminhos.

A área destaca a importância de ampliar a cobertura arbórea principalmente em periferias periféricas. Também sugere mecanismos para reduzir desigualdade na oferta de serviços públicos digitais e manter a governança local mais responsiva.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais