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Brasileiros criam anticorpo monoclonal em gel para dermatite atópica

Anticorpo monoclonal em gel para dermatite atópica avança com testes em cães, sinalizando eficácia e viabilidade de uso humano e veterinário

Anticorpo monoclonal à base de hidrogel desenvolvido por pesquisador da UFABC e da Unifesp — Foto: Divulgação/Krabs
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  • Pesquisadores da UFABC e da Unifesp desenvolveram um anticorpo monoclonal em gel para tratar dermatite atópica, pensado para aplicação direta na pele afetada, em vez de injeção.
  • A formulação combina um anticorpo recombinante que inibe a calicreína 7 (KLK7), envolto em gel para uso tópico.
  • O medicamento está sendo testado em cinquenta e quatro cães com dermatite atópica, em um estudo conduzido na Universidade Federal de Uberlândia, com resultados iniciais de eficácia e segurança promissores.
  • Os próximos passos envolvem mais ensaios em animais, depois ensaios pré-clínicos em humanos, com avaliações regulatórias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além de custos estimados em cerca de 10 milhões de reais para começar.
  • A startup Krabs já pediu patente na Europa e no Brasil, enquanto o registro nos Estados Unidos já foi aprovado, o que pode acelerar o caminho para o mercado.

O que aconteceu: pesquisadores brasileiros desenvolveram um anticorpo monoclonal em gel para tratar dermatite atópica, criado por UFABC e Unifesp. A finalidade é substituir aplicações por injeção e facilitar o tratamento na região afetada.

O que é dermatite atópica: doença inflamatória crônica que provoca ressecamento, vermelhidão e coceira. O estudo busca oferecer uma opção mais prática e potencialmente mais barata aos pacientes, com foco em uso tópico.

Como surgiu a iniciativa: a startup Krabs, fundada por Luciano Puzer, da UFABC, e com participação da Unifesp, desenvolveu o fármaco que inibe a KLK7, enzima envolvida na pele.

Testes em cães

O medicamento está sendo testado em 54 cães na Universidade Federal de Uberlândia, com veterinários especializados em dermatologia. A escolha dos animais levou em consideração a presença de dermatite atópica canina.

Segundo Jair Chagas, sócio da Krabs, os testes em cães ajudam a avaliar eficácia e segurança sem induzir a doença nos animais. A supervisão é de equipes da UFU.

Os resultados preliminares, esperados para agosto, indicam boa resposta terapêutica e ausência de efeitos colaterais graves até o momento. Ainda serão realizados novos ensaios em animais.

A jornada regulatória inclui pedidos de aprovação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para novas etapas, além de futuros ensaios pré-clínicos em humanos pela Anvisa. Patentes já foram solicitadas na Europa e no Brasil.

Estima-se que os custos iniciais cheguem a cerca de 10 milhões de reais para dar andamento aos próximos estágios de pesquisa, com potencial interesse de indústria farmacêutica e de produtos veterinários.

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