Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como as plantas carnívoras fecham tão rápido? A ciência explica

Estudo mostra que o fechamento das armadilhas de plantas carnívoras ocorre em duas etapas: flexão inicial e amolecimento rápido da parede externa, em segundos

Uma mosca verde pousada na folha aberta de uma planta carnívora, com espinhos verdes afiados ao redor da borda
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores mostram que a armadilha de Dionaea muscipula se fecha em duas etapas: uma flexão ativa inicial e, em seguida, o fechamento rápido das duas partes.
  • Na segunda etapa, a planta amolece as paredes celulares da parte externa da armadilha, tornando-a mais elástica e permitindo o fechamento.
  • Em um experimento, cortar as armadilhas em tiras não impediu o fechamento, apenas o tornou mais lento, indicando que o movimento não depende de um único ato.
  • Medições mostraram que a rigidez externa caiu em cerca de 40% em um segundo, enquanto a parede interna ficou praticamente inalterada.
  • A hipótese de que o fechamento seria movido por fluxo de água dentro da folha foi refutada; a água leva entre 30 e 150 segundos para percorrer o tamanho da armadilha, insuficiente para explicar o ritmo do fechamento.

A ciência avançou sobre como plantas carnívoras se fecham tão rápido. Um estudo publicado em 11 de junho na revista Science investigou o mecanismo de modulação da parede celular da armadilha da Dionaea muscipula. O objetivo foi entender por que o fechamento ocorre em segundos.

A pesquisa mostrou que o movimento não é um único ato. O fechamento acontece em duas etapas distintas: uma flexão ativa inicial, seguida pelo fechamento brusco das partes da armadilha. Esse segundo estágio depende de mudanças físicas na planta.

Mecanismo explicado

Durante o fechamento, a planta amolece as paredes externas da armadilha, tornando-as mais elásticas. Com isso, a região externa se expande rapidamente, fazendo as duas metades se unirem. O efeito é acionado pelo toque nos filamentos sensíveis internos.

Para medir o fenômeno, os cientistas usaram uma sonda que avaliou a rigidez das paredes interna e externa antes e depois do fechamento. A parede externa perdeu cerca de 40% da rigidez em apenas um segundo, enquanto a interna permaneceu estável.

Os pesquisadores também testaram a hipótese de que o movimento seria impulsionado pelo fluxo de fluidos dentro da folha. Ao mapear o deslocamento de água, verificaram que o transporte é lento, levando 30 a 150 segundos pelo comprimento da armadilha, o que não explica o fechamento rápido.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais