- O serviço meteorológico da Austrália informou que o Pacífico tropical já formou El Niño, com potencial de se intensificar no segundo semestre de 2026 e tornar-se um dos mais fortes desde 1950.
- As temperaturas da superfície do mar na região ultrapassaram os limites do El Niño, e indicadores atmosféricos indicam um evento forte, com alguns modelos sugerindo picos entre os mais altos já observados.
- O fenômeno pode provocar chuvas excessivas em partes das Américas e provocar calor e seca na Ásia, afetando o plantio.
- Na Austrália, o El Niño tende a reduzir as chuvas no inverno e na primavera, o que impacta a produção agrícola do país, importante para trigo, açúcar e carne bovina.
- Históricos mostram impactos severos: o El Niño de 2015-2016 trouxe seca generalizada, e o registrado entre 2023 e 2024 foi o período mais seco já observado.
O serviço meteorológico da Austrália informou que o Pacífico tropical está apresentando sinais de El Niño, que pode se intensificar no segundo semestre de 2026. O fenômeno é esperado como um dos mais fortes desde 1950, com aquecimento persistente das águas.
As temperaturas de superfície do mar ultrapassaram os limites típicos do El Niño, e indicadores atmosféricos também apontam para o evento. A previsão aponta a possibilidade de picos entre os mais altos observados desde 1950, segundo os modelos climáticos.
Cientistas destacam que mudanças climáticas podem potencializar os efeitos do El Niño neste ciclo. O fenômeno costuma reduzir as chuvas no inverno e na primavera na região leste da Austrália, elevando temperaturas diurnas no sul do país.
Impactos esperados e abrangência regional
A Austrália teme impactos na produção agrícola, incluindo trigo, açúcar e carne bovina, com riscos de queda na oferta interna e pressões sobre exportações. Partes da América podem enfrentar chuvas acima da média, enquanto a Ásia pode ter períodos de calor e seca.
O histórico recente inclui o El Niño de 2023-2024, que foi associado a uma das secas mais severas, reforçando a preocupação com ciclos intensos. Eventos anteriores, como 2015-2016, já causaram secas generalizadas e queda na produção de grãos.
Entre na conversa da comunidade