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Exercícios físicos protegem a mente durante a quimioterapia, aponta estudo

Exercícios físicos reduzem declínio cognitivo durante a quimioterapia, aponta estudo com 687 voluntários

O chamado "chemobrain" afeta a memória, a atenção e a velocidade de raciocínio durante e após a quimioterapia
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  • Estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, publicado no Journal of the National Comprehensive Cancer Network aponta que exercícios podem reduzir déficits cognitivos associados à quimioterapia.
  • O chemobrain afeta memória, atenção e velocidade de raciocínio durante e após o tratamento; estima-se que três em cada quatro pacientes em quimioterapia apresentem sintomas.
  • Em seis semanas, o grupo que realizou exercícios (caminhada e movimentos simples de resistência) teve menor declínio cognitivo e fadiga mental, com média de cinco mil passos diários; o grupo sedentário reduziu a marcha pela metade.
  • Ainda não há tratamento bem estabelecido para o chemobrain; algumas opções mencionadas na literatura vão de meditação a jogos eletrônicos, mas sem comprovação científica robusta.
  • A prática de atividade física durante o tratamento é enfatizada como medida de bem-estar, com destaque para o envolvimento de familiares e acompanhamento de profissional de educação física para melhorar adesão e resultados.

O estudo conduzido pela Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, aponta que a prática regular de exercícios pode reduzir o impacto cognitivo associado à quimioterapia. a pesquisa foi publicada no Journal of the National Comprehensive Cancer Network.

O fenômeno conhecido como chemobrain, ou névoa cerebral, envolve déficits de memória, atenção e velocidade de raciocínio durante e após o tratamento oncológico. Estima-se que cerca de 75% dos pacientes em quimioterapia apresentem sintomas cognitivos.

Especialistas explicam que as causas ainda não são totalmente definidas. O oncologista Sergio Simon, do Einstein Hospital Israelita, aponta um possível estado inflamatório leve e crônico em áreas do cérebro causado pela quimioterapia. O equilíbrio entre proteínas pró e anti-inflamatórias pode influenciar processos metabólicos no cérebro.

Resultados do estudo

Foram avaliados 687 voluntários em tratamento quimioterápico, divididos em dois grupos. Um seguia a terapia padrão; o outro praticou exercícios com caminhada e movimentos simples de resistência usando uma banda elástica, com orientação domiciliar.

Antes e após seis semanas, todos passaram por testes de rapidez de raciocínio e fadiga mental, além de exames de sangue para medir substâncias inflamatórias. O grupo que fez atividade física mostrou menor declínio cognitivo e menor fadiga mental. Em média, caminharam cerca de 5 mil passos por dia; o grupo sedentário reduziu a marcha pela metade.

Implicações e abertura para tratamento

Ainda não há tratamento amplamente estabelecido para o chemobrain. Relatos na literatura variam entre meditação, medicações e jogos de raciocínio, sem comprovação científica definitiva. A intervenção física surge como opção prática, barata e acessível para aliviar os sintomas.

Profissionais destacam a importância de incentivar exercícios durante o tratamento. Envolver familiares aumenta a adesão aos programas, e, quando possível, o acompanhamento de um preparador físico pode potencializar os resultados.

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