- Pesquisadores mostram que o universo continua a se expandir em ritmo acelerado, com base em observações de supernovas do tipo Ia.
- O estudo utiliza dois conjuntos de dados diferentes e confirma a aceleração, contrariando pesquisa de anos anteriores que dizia o fim da aceleração.
- O trabalho foi liderado por astrofísicos, incluindo laureados com o Prêmio Nobel, e publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
- Pesquisadores destacam que as supernovas do tipo Ia ajudam a medir distâncias cósmicas e a taxa de expansão ao longo do tempo.
- Observatórios como o Vera Rubin, no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman devem contribuir para esclarecer a natureza da energia escura.
A expansão do universo continua em ritmo acelerado, segundo uma nova análise de explosões estelares do tipo Ia. Pesquisadores revisaram dados de supernovas para recalibrar distâncias cósmicas e confirmar a existência da energia escura como possível motor dessa aceleração. O estudo contestou pesquisa publicada no ano passado, que sugeria que a aceleração havia cessado.
A equipe, que inclui dois laureados com o Nobel, apresentou suas results recentes em um artigo publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Entre os integrantes estão o astrofísico Brodie Popovic, da Universidade de Southampton, e o ganhador do Nobel Adam Riess, da Johns Hopkins, coautor do estudo.
Os trabalhos se apoiaram em dois conjuntos de dados de supernovas do tipo Ia, usadas como marcadores de distância cósmica por manterem luminosidade semelhante. A observação da variação de brilho com distância permitiu mapear a taxa de expansão ao longo do tempo.
As supernovas permitem estimativas de distâncias e da história da expansão, já que a luz percorre comprimentos diversos de tempo pelo espaço. Observações diferentes ajudam a traçar o comportamento da expansão desde o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos.
Quadro científico atual
A pesquisa de 2025, também publicada na mesma revista, defendia que a energia escura estaria enfraquecendo e que a aceleração seria menor do que se pensava. A comunidade científica mantém levantamento constante de evidências para entender o papel da energia escura.
Riess ressalta que a metodologia do novo estudo foi aplicada a grandes amostras de supernovas calibradas na última década, sem evidência do chamado “efeito da idade” das estrelas explosivas. Segundo ele, os resultados fortalecem a leitura atual da aceleração.
Popovic afirma que ainda há perguntas abertas sobre a energia escura, mas que a direção dos dados aponta para a continuidade da expansão acelerada. O grupo destaca a importância de novas observações para refinar esse quadro.
A atualização científica depende de dados de novas plataformas. O Observatório Vera Rubin, no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, com lançamento previsto para agosto, devem contribuir para esclarecer a natureza da energia escura.
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