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IA e robô ajudam a mapear rede subterrânea de fungos no planeta

IA e robô mapeiam redes fúngicas subterrâneas que armazenam cerca de 300 megatoneladas de carbono, com densidade maior em pastagens e menor em solos agrícolas

Imagem microscópica mostra uma rede complexa de neurônios com extensões ramificadas finas em vermelho sobre fundo azul esverdeado. Núcleos escuros e ovais estão distribuídos ao longo das ramificações, evidenciando a estrutura celular.
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  • Inteligência artificial e um robô de imagem ajudaram a mapear redes subterrâneas de fungos micorrízicos arbusculares em ecossistemas ao redor do mundo.
  • As redes totalizam cerca de 109 quatrilhões de quilômetros de filamentos, magnitude equivalente a aproximadamente 730 milhões de vezes a distância entre a Terra e o Sol.
  • Estima-se que essas redes alocam em torno de 300 megatoneladas de carbono, entre quatro e seis vezes o total de carbono contido por todos os seres humanos.
  • Pastagens apresentaram as densidades mais altas de fungos, com áreas como Everglades, pântano de Sudd e estepe tibetana entre as mais marcadas.
  • A densidade fúngica é cerca de cinquenta por cento menor em solos agrícolas em comparação a áreas não cultivadas, indicando relação ainda a ser explorada entre agriculture e saúde das micorrizas.

Um sistema circulatório oculto pulsa sob a superfície do planeta, onde redes de fungos micorrízicos arbusculares se ligam às raízes das plantas. Eles transportam água e nutrientes e ajudam a manter carbono fora da atmosfera, atuando como sumidouro natural.

Pesquisadores usaram aprendizado de máquina e um robô de imagem de alta resolução para medir e mapear o tamanho dessas redes em ecossistemas ao redor do mundo. O objetivo foi estimar comprimento, largura das estruturas e massa total das redes fúngicas.

O estudo analisou centenas de artigos e 16 mil amostras de solo, associando densidade fúngica a condições ambientais. Estima-se que, se colocados ponta a ponta, os filamentos poderiam alcançar 109 quatrilhões de quilômetros.

Metodologia e principais achados

As pastagens mostraram as maiores densidades de fungos, seguidas por ecossistemas como Everglades, pântano do Sudd e a estepe tibetana. Em solos agrícolas, a densidade das redes caiu cerca de 50% em comparação a solos não cultivados.

O conjunto de dados permitiu estimar o comprimento total e a massa das redes subterrâneas. As técnicas integraram imagens de hifas capturadas em laboratório com o mapeamento de densidade em diferentes regiões do mundo.

A equipe ressalta que há incertezas e áreas pouco estudadas, como terras áridas. Pesquisas futuras devem esclarecer como práticas agropecuárias afetam a saúde dessas redes subterrâneas.

Implicações e próximos passos

Os autores pretendem usar os resultados para orientar políticas de conservação e gestão de terras, com foco na proteção de fungos subterrâneos e da biodiversidade associada. A ideia é evitar danos irreversíveis a esse ecossistema oculto.

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