- Catarina, 28 anos, recebeu o diagnóstico de transtorno afetivo bipolar após um episódio de mania marcado pela irritabilidade intensa.
- Na fase de mania, ela teve pensamentos acelerados, irritação alta e chegou a socar a parede e se arranhar por raiva.
- O episódio veio após período de férias no trabalho; o diagnóstico de bipolaridade veio junto com depressão, e ela passou a usar antipsicótico atípico, antidepressivo e dois remédios para o sono.
- A história de vida inclui bullying, gordofobia e a perda do pai durante a Covid-19, fatores que contribuíram para o transtorno; o diagnóstico demorou cerca de uma década.
- Especialistas ressaltam que irritabilidade pode ocorrer em quadros maníacos ou mistos; o tratamento foca no regulador de humor e no manejo do sono.
Catarina, 28 anos, foi diagnosticada com transtorno afetivo bipolar após um episódio de mania marcado por irritação intensa. A condição coexistente de depressão dificulta o tratamento, segundo avaliação médica. A história foi reunida para entender como o TAB se manifesta além da alegria associada à mania.
A pauta mostra que o diagnóstico levou cerca de uma década para ser confirmado. Catarina vive em São Paulo e enfrentou episódios de tristeza desde a infância, com agravamento na adolescência pela perda de pessoas próximas. Fatores familiares e escolares contribuíram para o quadro.
O TAB nasce com predisposição genética e pode ser desencadeado por traumas. No caso de Catarina, o bullying escolar, uma relação familiar disfuncional e a morte do pai pela Covid-19 foram decisivos para o transtorno.
Durante a adolescência, o bullying ganhou intensidade devido à obesidade e ao peso social. A pressão social e a exclusão contribuíram para oscilações de humor que persistem na vida adulta.
Aos 18 anos, a jornalista iniciou terapia e passou a ser acompanhada por psiquiatras. Houve diagnóstico inicial de ansiedade generalizada e indícios de bipolaridade, sem laudo definitivo na época.
Após seis anos de tratamento, ela interrompeu a terapia por questões financeiras, buscando entender melhor o próprio manejo emocional. A interrupção ocorreu mesmo enquanto monitorava sinais de melhora.
Catarina relatou que o ciclo de tratamento incluiu múltiplos medicamentos, com fases de euforia seguidas por depressão. A especialista atual percebeu que o episódio de férias do trabalho coincidiu com o início de uma fase maníaca.
A psiquiatra Giovana Quinet explica que a irritabilidade pode ser uma manifestação da mania, especialmente em quadros mistos. A irritação costuma acompanhar aumento da atividade cerebral ligada ao humor e à impulsividade.
Segundo a médica, quadros mistos elevam o risco de sofrimento emocional e de comportamentos autolesivos ou suicidas, exigindo monitoramento contínuo. Catarina descreveu a própria memória do período de raiva intensa, comparando com uma experiência de juventude.
Logo após a fase de mania, Catarina entrou em depressão, o que confirmou o diagnóstico de TAB. Ela passou a usar antipsicótico atípico como regulador de humor, associado a antidepressivo e medicinas para o sono.
O tratamento atual também envolve ajustes no regulador de humor, com momentos em que a profissional se sente mais próxima de si mesma e outros em que a depressão retorna. Dormir bem é parte do protocolo terapêutico.
Essa matéria preserva o nome fictício da fonte para manter a privacidade, mas retrata a complexidade do transtorno bipolar e a necessidade de acompanhamento médico contínuo.
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