- Astronautas ligaram a Cold Atom Lab, instalada na Estação Espacial Internacional, após atualizações, para ampliar os estudos de física quântica em microgravidade.
- O equipamento, do tamanho de um mini refrigerador, esfria átomos a temperaturas bem próximas ao zero absoluto para formar o condensado de Bose‑Einstein.
- A microgravidade em órbita permite ondas quânticas maiores e medições mais precisas de tempo, gravidade e movimento.
- A atualização, a quarta desde 2018, trouxe um novo trap magnético e tiras de metal redesenhadas para gerar e controlar nuvens quânticas.
- O projeto envolve equipes internacionais e avalia ferramentas quânticas para futuras missões terrestres e espaciais, com gestão da Caltech e desenvolvimento pela JPL.
A NASA ativou a Cold Atom Lab, instalada na Estação Espacial Internacional, após uma atualização de hardware. A novidade mantém cientistas em ambiente de microgravidade para estudar a física quântica, possibilitando medições mais precisas de tempo, gravidade e movimento.
A atualização, a quarta desde a chegada da instalação em 2018, inclui um novo trap magnético que altera o formato das nuvens quânticas e novas tiras de metal que alimentam essas nuvens. O sistema opera a temperaturas extremamente baixas, próximas do zero absoluto, para formar condensados de Bose-Einstein.
Na prática, o laboratório esfria átomos a menos de 237 graus Celsius abaixo de zero. A etapa de resfriamento envolve aquecer gás de rubídio ou potássio a cerca de 400 graus Celsius, que é então resfriado por lasers e mantido em armadilhas magnéticas. A microgravidade aumenta o tempo de observação das ondas quânticas.
O laboratório está sob gestão da Caltech, com o JPL responsável pela concepção, construção e operação. O objetivo é testar ferramentas quânticas para futuras missões de exploração e ciência terrestre, além de demonstrar a viabilidade de tecnologias quânticas em ambiente espacial.
Quatro equipes internacionais já participam de pesquisas fundamentais, além de avaliar a prontidão espacial de instrumentos quânticos que podem apoiar missões futuras. O equipamento foi levado ao espaço no âmbito de uma missão de reabastecimento comercial que levou a nova montagem ao laboratório orbital.
A equipe de NASA cita avanços no controle de estados quânticos grandes, com aplicações potenciais em navegação, cronometragem e sensoriamento de gravidade tanto na Terra quanto além. A atualização reforça o papel dos Estados Unidos em tecnologias quânticas embarcadas.
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