- Linux 7.1 é lançado, marcando o fim da era da CPU Intel 486.
- Novo driver NTFS nativo no kernel melhora o suporte a esse sistema de arquivos, com ganhos de desempenho em cenários multi‑thread e volumes maiores, tornando o NTFS mais fluido em Linux.
- Intel FRED passa a ser habilitado por padrão em plataformas compatíveis, visando simplificar o fluxo de controle entre modos de operação.
- Novas medidas de segurança chegam com o kernel, incluindo suporte ao LASS (Isolamento de Espaço de Endereçamento Linear) e melhorias no subsistema de criptografia.
- Linux 7.1 promove uma limpeza agressiva de código legado, removendo suporte a CPUs 486 e mais de 140 mil linhas de código, além de eliminar drivers antigos.
O kernel Linux chega à versão 7.1, anunciada por Linus Torvalds durante a Open Source Summit India, em Mumbai. O release marca o fim do suporte à arquitetura 486 e traz avanços relevantes na gestão de sistemas de arquivos, desempenho e segurança.
A principal novidade é o driver NTFS nativo, substituindo o NTFS-3G e o NTFS3 empiricamente usados. Segundo a equipe de desenvolvimento, o driver oferece leitura e escrita mais estáveis, com melhoria de manejo de erros e maior previsibilidade sob I/O paralelo.
Namjae Jeon, responsável pelo NTFS, afirma que ganhos de desempenho aparecem especialmente com várias threads acessando o mesmo volume. Montagens de NTFS grandes chegam a ficar cerca de quatro vezes mais rápidas, e escritas simultâneas podem ter ganhos de 35% a 110%.
Novo suporte e desempenho de hardware
O Linux 7.1 habilita por padrão o FRED (Flexible Return and Event Delivery) da Intel, em plataformas compatíveis. A mudança visa simplificar as transições de controle entre modos privilegiados, reduzindo dependência de estruturas antigas de entrada.
Além disso, o kernel passa a integrar mecanismos de segurança aperfeiçoados, como o LASS (Linear Address Space Separation), que restringe o acesso entre regiões do espaço de endereçamento. A combinação com FRED reforça a proteção entre usuário, kernel e objetos internos.
Limpeza de legado e impacto
O lançamento mantém o foco em hardware moderno, removendo suporte a processadores 486 e a diversos drivers obsoletos. Ao todo, mais de 140 mil linhas de código legadas foram eliminadas, simplificando manutenção e reduzindo a superfície de ataque.
Essa limpeza não impede a disponibilidade de kernels antigos para entusiastas de retrocomputação, mas delimita o que é suportado pela base estável atual. Usuários e empresas devem sentir melhorias de segurança, estabilidade e desempenho em ambientes modernos.
Conclusão operacional
Linux 7.1 entrega ganhos claros para desktops e data centers, especialmente na interoperabilidade com NTFS, desempenho multithread e arquitetura de segurança. A adoção de FRED e LASS reforça a posição do kernel frente a futuras gerações de processadores.
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