- Cientistas sugerem que a atração de mosquitos por humanos vem de uma mistura química de odores corporais, CO₂ da respiração e calor, que varia entre as pessoas.
- Entre as cerca de três mil e quinhentos espécies de mosquitos, cerca de cem picam humanos e seis são vetores de doenças como malária, dengue, febre amarela, chikungunya, zika e o vírus do Nilo Ocidental.
- Não há evidência sólida de que grupos sanguíneos, cor da pele, olhos ou cabelo influenciem a atração; o cheiro, produzido pela microbiota da pele, é o fator-chave.
- Em estudo com quarenta e duas mulheres, foram identificados 27 compostos odoríferos detectáveis; um aumento muito pequeno de 1-octen-3-ol pode alterar o nível de atração, especialmente em mulheres no segundo trimestre de gravidez.
- Há indícios de que beber cerveja pode aumentar a atração, ao elevar a temperatura corporal, o CO₂ exalado e os odores da pele; medidas de proteção incluem roupas largas, mosquiteiros e repelentes.
Humans são atraídos por uma combinação complexa de sinais sensoriais, sobretudo odores corporais, CO2 da respiração e calor. Pesquisadores tentam decifrar por que algumas pessoas parecem ser mais procuradas pelos mosquitos do que outras.
Cientistas ressaltam que não é um único fator, mas a mistura de moléculas produzidas pela microbiota da pele, que varia entre indivíduos. Hoje, estima-se que cada pessoa emita entre 300 e 1.000 compostos odoríferos diferentes.
Dois estudos recentes concentram-se em mosquitos vetores de doenças, como Aedes aegypti. Eles mostram que 27 compostos detectáveis influenciam o nível de atração, variando conforme a pessoa, incluindo diferenças entre fases da gravidez.
Dados históricos indicam que o dióxido de carbono exalado funciona como sinal inicial, perceptível a dezenas de metros. A partir de cerca de 10 metros, o odor humano é percebido com mais intensidade quando combinado ao CO2.
Entre as crenças comprovadamente sem fundamento estão a relação entre grupo sanguíneo e atratividade, bem como a ideia de que cor de pele ou cabelo determina o nível de picadas. Pesquisas recentes não sustentam esses vínculos.
A pesquisa em laboratório com 42 voluntárias mostrou que a atração varia conforme o perfil olfativo. Em particular, uma pequena elevação na emissão de certos compostos pode modificar o comportamento dos mosquitos.
Alguns estudos sugerem que o consumo de álcool, que eleva a temperatura corporal e o CO2 exalado, pode aumentar a atratividade em determinadas espécies. Contudo, há necessidade de mais evidências para generalização.
O mosquito tigre vem ganhando distribuição geográfica devido ao aquecimento global, urbanização e crescimento do fluxo migratório. A expansão aumenta o número de pessoas expostas e os recursos de proteção disponíveis.
Para reduzir o risco de picadas, especialistas recomendam roupas largas, mosquiteiros, repelentes e moderação no consumo de álcool. Pesquisadores destacam a importância de entender a biologia do olfato humano para estratégias de proteção.
Atração e proteção: caminhos de pesquisa
Pesquisadores continuam mapeando a relação entre odores e atratividade. O objetivo é orientar medidas preventivas mais eficazes e futuras opções de controle de mosquitos vetores de doenças.
Implicações de saúde pública
A compreensão dos mecanismos de atração pode influenciar campanhas de vacinação, monitoramento de mosquitos e ações de saúde pública em diferentes regiões.
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