- Dois terços da população vive em países com taxa de fertilidade abaixo do nível de reposição, de 2,1 filhos por mulher.
- Índia informou queda da taxa de fertilidade para 1,9, abaixo do necessário para estabilidade populacional.
- China tem taxa de fertilidade em torno de 1, com nascimentos no ano passado abaixo de oito milhões.
- Países como Albânia, Chile, além de Estados Unidos e Inglaterra e País de Gales, registram quedas abruptas na natalidade (1,6; 1,4, respectivamente).
- A ONU projeta alta mundial de cerca de 2 bilhões de pessoas até o fim dos anos 2080, com impactos na demografia e políticas públicas; educação das mulheres e empoderamento ajudam a reduzir nascimentos, enquanto governos discutem como lidar com mudanças populacionais.
A queda global da fertilidade acelera e se espalha mais rápido do que o previsto. Dois terços da população vive em países com taxa de natalidade abaixo do nível de reposição, de 2,1 filhos por mulher. No mês passado, a Índia informou taxa de 1,9, sinalizando redução adicional.
A China também enfrenta queda acentuada, com a taxa de fertilidade estimada em torno de 1,0 e o número de nascidos no ano passado abaixo de 8 milhões, equivalente a um terço do pico de 2016. As mudanças demográficas ocorrem mesmo diante de políticas de controle de natalidade no passado.
Contexto global
Casos de países com taxas muito abaixo da média são observados em regiões diversas. Países da Europa e da América Latina apresentam quedas expressivas, como Chile e Albânia, com índices abaixo de 1,6. Ao mesmo tempo, cidades de África com indicadores mais altos de fecundidade também convivem com mortalidade infantil elevada.
Motivos e efeitos
Fatores como melhoria na educação feminina, maior participação econômica das mulheres e decisões sobre a sobrevivência de crianças influenciam a redução. A ONU projeta que a população global cresça até aproximadamente 10,3 bilhões até a década de 2080, em parte devido a avanços na saúde e redução da mortalidade infantil.
Políticas públicas e desafios
Em alguns países, incentivos à natalidade e políticas de apoio à família são adotados, mas seus efeitos costumam ser limitados a curto prazo. Medidas que envolvem educação, saúde e habitação acessível costumam ter impacto mais estável, sem necessidade de reformas abruptas.
Olhar para o futuro
Especialistas destacam que o desafio não é apenas frear o declínio, mas gerenciar as mudanças demográficas com políticas de migração, redes de proteção social e adaptação de sistemas de seguridade. Governos são encorajados a entender como as populações se reformulam e se preparar para esse cenário.
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