- A Organização Mundial da Saúde publicou o primeiro Processo de Otimização de Medicamentos Pediátricos (PADO) específico para dengue, listando prioridades de pesquisa e investimento para terapias infantis.
- O relatório foi publicado em 10 de junho e se baseia em discussões do PADO reunindo pesquisadores, especialistas clínicos, reguladores e fabricantes.
- No Brasil, em dois mil e vinte e cinco houve mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, com 1.793 mortes registradas em todas as idades.
- O documento destaca a necessidade de ampliar a disponibilidade de terapias seguras e adequadas para crianças, incluindo um anticorpo monoclonal incluído na lista de prioridades para os próximos três a cinco anos.
- O relatório também aponta que tratamentos para adultos devem ser avaliados para uso pediátrico, com foco nas necessidades específicas de crianças em áreas endêmicas.
O OMS lançou o primeiro Guia de Otimização de Medicamentos Pediátricos (PADO) específico para dengue. A publicação, publicada em 10 de junho, aponta prioridades de pesquisa e investimentos para ampliar a disponibilidade de terapias adequadas a crianças. O objetivo é reduzir complicações e mortes nesse grupo.
O relatório resulta de debates do PADO, que reuniu pesquisadores, profissionais clínicos, reguladores e fabricantes. A iniciativa visa alinhar necessidades pediátricas com o desenvolvimento de tratamentos, avaliando caminhos para acelerar acesso seguro a medicamentos.
Publicada em meio a dados de 2025, a OMS informa que o Brasil teve mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, com 1.793 mortes. Em 2024, o total de notificações globais superou 14 milhões de casos e mais de 10 mil óbitos.
Priorização de pesquisa e investimentos
O documento detalha prioridades para pesquisadores, desenvolvedores, programas nacionais e financiadores avaliarem terapias para crianças. Entre os exemplos, está o estudo de um anticorpo monoclonal específico para uso pediátrico, considerado para observação nos próximos 3 a 5 anos.
A dengue é transmitida principalmente por mosquitos infectados. O vírus circula em mais de cem países, com as crianças apresentando maior vulnerabilidade por terem sistema imune em desenvolvimento. O material do PADO reforça a necessidade de formulações adequadas.
Cuidado pediátrico como foco estratégico
O relatório diferencia tratamentos, apresentando diversas escalas terapêuticas e destacando que necessidades infantis devem orientar o desenvolvimento. Há também a proposta de avaliar para uso pediátrico produtos em estágio de pesquisa para adultos.
Especialistas destacam que a identificação de candidatos prioritários pode orientar esforços de financiamento e desenvolvimento para alcançar impacto real em áreas endêmicas. O objetivo é facilitar acesso a opções seguras para crianças.
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