- A jiboia (Epipremnum aureum) é planta comum em interiores, mas pode causar reação tóxica em cães e gatos devido aos cristais de oxalato de cálcio.
- Ao mastigar a folha, as rafides — agulhas microscópicas — perfuram mucosas, provocando dor intensa, inchaço da língua e da garganta, salivação, dificuldade para engolir, vômitos e irritação gastrointestinal.
- Em animais sensíveis ou com ingestão maior, pode ocorrer absorção de irritantes que atingem vias digestivas e renais, com risco de desidratação e inflamação.
- Estudo publicado na Frontiers in Immunology, em maio de 2025, aponta que os cristais causam lesão tecidual imediata e resposta inflamatória; a gravidade depende de tempo de exposição e das características do animal.
- Recomenda-se manter a planta fora do alcance, evitar folhas caídas e observar o comportamento do pet; procure atendimento veterinário se houver sinais de reação.
A jiboia, planta comum em decoração de interiores, pode paralisar os rins de cães e gatos em 24 horas quando há contato com seus cristais de oxalato de cálcio. Embora seja valorizada pela aparência, o risco para pets é real e mensurado por estudos recentes. A planta está presente em casas, apartamentos e escritórios.
A toxicidade não depende apenas da planta, mas da reação química natural de defesa contra herbívoros. Ao mordiscá-la, as folhas liberam rafides, agulhas microscópicas que irritam mucosas e causam dor intensa.
Caso haja ingestão ou contato, os animais podem apresentar inchaço, salivação excessiva e dificuldade para engolir. Em situações mais sensíveis, pode haver desidratação e alterações metabólicas, com risco de complicações renais.
Como funciona
Pesquisas publicadas em Frontiers in Immunology, maio de 2025, analisam o papel dos cristais de oxalato de cálcio. Rafides provocam lesão tecidual imediata e intensa inflamação local, com potencial evolutivo para problemas sistêmicos conforme a sensibilidade do animal.
A gravidade não depende apenas da quantidade ingerida. Tempo de exposição, integridade da mucosa e características do organismo influenciam a intensidade dos sintomas, especialmente em cães e gatos de pequeno porte.
Os autores destacam que a reação pode ocorrer mesmo com mordidas pequenas, justificando o cuidado com plantas ornamentais em ambientes com pets.
Sinais de alerta e cuidados
Cães e gatos costumam explorar o ambiente pela boca, o que facilita o contato com folhas e caules. Sinais comuns incluem inchaço na boca, salivação excessiva, vômitos e agitação, seguidos de apatia.
Para reduzir riscos, adote medidas simples no ambiente:
- manter a planta fora de alcance
- evitar folhas caídas no chão
- monitorar pets próximos aos vasos
A convivência entre plantas e animais é viável, desde que haja informação e prevenção adequadas. Em caso de suspeita de ingestão ou dificuldade respiratória, procure atendimento veterinário imediatamente.
Entre na conversa da comunidade